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Imagem referente a Ameaça em rede social expõe clima de tensão e críticas à gestão do prefeito de Quedas do Iguaçu
Rafael Moura, prefeito de Quedas do Iguaçu / Reprodução

Ameaça em rede social expõe clima de tensão e críticas à gestão do prefeito de Quedas do Iguaçu

Caso envolvendo postagem violenta avança na Justiça e acende debate sobre prioridades da administração municipal...

Publicado em

Por Redação CGN

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Imagem referente a Ameaça em rede social expõe clima de tensão e críticas à gestão do prefeito de Quedas do Iguaçu
Rafael Moura, prefeito de Quedas do Iguaçu / Reprodução

A ameaça de morte feita contra o prefeito de Quedas do Iguaçu, Rafael Ciryllo Chiapetti de Moura, em uma postagem nas redes sociais, trouxe à tona não apenas um caso policial, mas também um ambiente de insatisfação popular com a administração municipal, especialmente em relação à segurança no trânsito no centro da cidade.

A publicação ocorreu na noite do dia 3 de novembro de 2025, em um grupo público do Facebook, e continha ofensas e uma ameaça grave, o que motivou a intervenção imediata da Polícia Civil. O conteúdo extrapolou qualquer limite aceitável de manifestação, mas teve origem em críticas direcionadas à atuação do poder público.

Prefeito registra ocorrência, mas críticas vão além do caso policial

No dia 4 de novembro de 2025, o prefeito procurou a Delegacia de Polícia e registrou um boletim de ocorrência, relatando temor por sua integridade física. O caso foi enquadrado como ameaça, injúria e calúnia.

Segundo o próprio boletim, o autor da postagem afirmou estar revoltado após um acidente de trânsito envolvendo o veículo de sua mãe, que ele atribuiu à falta de fiscalização, ausência de radares, câmeras ou policiamento no centro da cidade.

Embora a forma utilizada pelo autor seja condenável e esteja sob investigação, o episódio acabou evidenciando uma cobrança de parte da população por mais ações concretas na área de segurança e organização do trânsito urbano.

Interrogatório e avanço do caso na Justiça

O autor da postagem, de 24 anos, foi ouvido pela Polícia Civil no dia 5 de novembro de 2025. Durante o interrogatório, ele optou por permanecer em silêncio, exercendo seu direito constitucional. Ele não foi preso nem indiciado até o momento.

Com o encerramento da fase policial, o caso foi transformado em termo circunstanciado e passou a tramitar no Juizado Especial Criminal de Quedas do Iguaçu.

Processo chega ao Ministério Público

Em despacho datado de 8 de janeiro de 2026, o Judiciário determinou o encaminhamento dos autos ao Ministério Público, que agora irá avaliar a possibilidade de proposta de transação penal, conforme prevê a legislação para casos de menor potencial ofensivo.

A medida encerra a fase inicial do processo, mas mantém o caso em andamento, aguardando decisão do órgão ministerial.

Episódio levanta questionamentos sobre prioridades da gestão

Apesar de a ameaça em si ser um fato grave e repudiado, o episódio reacendeu questionamentos sobre as prioridades da administração municipal, especialmente após investimentos recentes em grandes eventos, enquanto moradores seguem cobrando medidas práticas para reduzir acidentes e melhorar a segurança viária no centro da cidade.

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