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Internação involuntária tem apoio de 86% dos moradores de Curitiba

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Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas revela que população também defende intervenção do poder público em situações de risco.
Imagem referente a Internação involuntária tem apoio de 86% dos moradores de Curitiba
Guarda Municipal prendeu 76 suspeitos por tráfico de drogas no centro de Curitiba. Foto: Valquir Kiu Aureliano/SECOM

Por Redação CGN

Atualizado em

Uma pesquisa de opinião pública realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas entre os dias 22 e 25 de janeiro de 2026 mostra que a maioria dos moradores de Curitiba é favorável à internação involuntária de dependentes químicos, desde que haja risco grave à vida da própria pessoa ou de terceiros, com indicação médica.

O estudo ouviu 802 moradores da capital paranaense, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais e grau de confiança de 95%.

População apoia nova medida da prefeitura

Segundo o levantamento, 68,8% dos entrevistados disseram estar cientes do novo protocolo implementado pelo prefeito Eduardo Pimentel, que autoriza a internação mesmo sem o consentimento da pessoa, desde que avaliada por profissionais da saúde.

A medida tem amplo apoio: 86% dos curitibanos são favoráveis à internação involuntária. Apenas 8,4% se posicionaram contra, e 3,1% disseram que depende da situação.

Internação pode ajudar a reduzir dependência nas ruas

Para 83,5% dos entrevistados, a internação involuntária pode ajudar a diminuir o número de dependentes químicos em situação de rua em Curitiba. Esse percentual chega a 91% entre pessoas com ensino fundamental.

Os dados também mostram que quem participa de atividades religiosas demonstra maior apoio à medida: entre esses, 90,1% são a favor da internação e 86,2% acreditam que ela pode reduzir a presença de usuários nas ruas.

Intervenção do poder público é vista como necessária

A pesquisa ainda questionou os curitibanos sobre o papel do Estado em situações de risco. Um total de 89,4% afirmaram que o poder público deve intervir para proteger a vida da pessoa ou de terceiros, mesmo que ela não concorde com o atendimento no momento.

Esse número é ainda maior entre pessoas acima dos 60 anos (92,7%) e entre aquelas que não estão na População Economicamente Ativa (93,5%).

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