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Imagem referente a Ouro dispara e ultrapassa US$ 5 mil pela primeira vez na história
Imagem ilustrativa gerada por IA/Diego Cavalcante

Ouro dispara e ultrapassa US$ 5 mil pela primeira vez na história

Por volta das 8h30, no horário de Brasília, os contratos futuros do ouro para abril registravam alta de 2,08% e eram negociados a US$ 5.121,40 por...

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Por Diego Cavalcante

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Imagem referente a Ouro dispara e ultrapassa US$ 5 mil pela primeira vez na história
Imagem ilustrativa gerada por IA/Diego Cavalcante

Em meio a uma nova onda de preocupação nos mercados globais e a uma crise de confiança no governo dos Estados Unidos, os preços do ouro voltaram a bater recorde nesta segunda-feira (26), refletindo a corrida dos investidores por ativos considerados mais seguros em momentos de forte incerteza. Pela primeira vez na história, o metal precioso superou a marca de US$ 5 mil por onça-troy.

Por volta das 8h30, no horário de Brasília, os contratos futuros do ouro para abril registravam alta de 2,08% e eram negociados a US$ 5.121,40 por onça-troy, segundo dados da divisão de metais da Bolsa de Valores de Nova York. Mais cedo, o ouro chegou a ser cotado a US$ 5.110,50. No acumulado de 2026 até agora, o metal já subiu cerca de 18%, depois de ter encerrado 2025 com valorização de 64%, o maior ganho anual desde 1979.

Analistas apontam que a trajetória de alta continua sendo impulsionada, principalmente, pela busca por proteção em meio às incertezas econômicas e políticas nos Estados Unidos e por um mercado de ações considerado superaquecido. O cenário geopolítico global também contribui para a valorização, com tensões comerciais, conflitos armados e instabilidade política em diferentes regiões do mundo.

Entre os fatores citados estão as novas ameaças tarifárias dos EUA contra a União Europeia, a guerra entre Rússia e Ucrânia, que já dura quase quatro anos, a recente invasão norte-americana na Venezuela e os protestos que desafiam o regime teocrático do Irã. Historicamente, em períodos de instabilidade e insegurança, ativos considerados mais seguros, como o ouro, tendem a ganhar força.

A alta também foi impulsionada pelo chamado “comércio da desvalorização”, com investidores buscando proteção em ativos como ouro, prata, bitcoin e outras criptomoedas, em um movimento de afastamento das principais moedas globais. No último fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor uma tarifa de 100% sobre produtos do Canadá caso o país avance nas negociações de um acordo comercial com a China, o que aumentou ainda mais a aversão ao risco nos mercados.

A valorização não se limitou ao ouro. A prata também disparou e cravou novas máximas históricas nesta segunda-feira. Por volta das 8h30, os contratos futuros do metal para março subiam 7,07%, cotados a US$ 108,50 por onça. Mais cedo, a prata chegou a atingir US$ 109,44, novo recorde. Na última sexta-feira (23), o metal já havia superado pela primeira vez a marca de US$ 100, acumulando alta de 147% em 2025.

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