Vendedor monstro! Pai de menina de 2 anos filmada em parquinho demonstra revolta: "vontade era de fazer justiça com as próprias mãos"

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Por CGN Redação

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Na tarde deste domingo (25), um episódio de revolta e indignação marcou o ambiente familiar do parquinho do Ginásio de Esportes Ciro Nardi. Um casal, acompanhado de seus dois filhos pequenos — um menino de três anos e uma menina de dois —, relatou à reportagem que vivenciou momentos de tensão após flagrar um vendedor ambulante de doces registrando imagens da filha sem qualquer autorização.

Segundo o pai das crianças, a família havia acabado de chegar ao local, sendo esta a segunda vez que frequentava o parquinho do ginásio. “Nós só chegamos, já a minha esposa é ligada nessas atitudes suspeitas e já viu um olhar estranho dele para o nosso menino”, afirmou. Poucos minutos depois, a esposa percebeu que o ambulante apontava o celular diretamente para a filha de dois anos, aparentemente filmando a criança.

A mãe, atenta à situação, imediatamente abordou o homem, questionando-o sobre o motivo da gravação. O vendedor negou a acusação, elevou o tom de voz e, segundo o relato, afirmou: “Você está louca, porque você vai ter que provar isso aí”. Diante da ameaça de acionar a polícia, o ambulante respondeu que também registraria um boletim de ocorrência caso nada fosse comprovado.

O pai interveio, pedindo que o homem baixasse o tom de voz ao falar com sua esposa. Ele relatou que, apesar da indignação, optou por não agir com violência devido ao ambiente repleto de crianças e famílias. “Vamos acreditar que vamos conseguir pegar esse monstro e tirar ele da rua, porque é um velho e se fazendo de coitadinho”, desabafou.

Durante a discussão, a mãe registrou, em vídeo, o momento em que o ambulante tentava apagar os arquivos do celular. Segundo o casal, a gravação mostra claramente o homem deletando os vídeos, inclusive outros registros que, supostamente, envolviam crianças. Uma outra mãe presente no local também teria notado grande quantidade de vídeos armazenados no aparelho.

A Polícia Militar foi acionada e deteve o suspeito, que tentou eliminar as imagens antes da chegada dos agentes. Ainda conforme o relato do casal, ao verificarem os antecedentes do homem, os policiais identificaram registros anteriores de comportamento inadequado, incluindo um episódio em que o mesmo teria abordado uma adolescente em um ônibus.

O caso gerou alerta entre os frequentadores do ginásio, muitos dos quais relataram que o ambulante é presença constante no local, sempre com o celular em mãos. O pai das crianças destacou a importância de atenção redobrada por parte das famílias: “Fica também alerta pros outros pais, né? Observar a situação”.

O episódio evidencia a vulnerabilidade de espaços públicos frequentados por crianças e reforça a necessidade de vigilância e denúncia diante de comportamentos suspeitos. O desfecho do caso dependerá da apuração das autoridades competentes.

Resumo do que aconteceu

O que aconteceu no parquinho do Ginásio Ciro Nardi em Cascavel e por que o caso chocou a cidade?
R: No dia 25 de janeiro de 2026, um vendedor ambulante de 70 anos foi flagrado filmando crianças, sem autorização, no parquinho do Ginásio Ciro Nardi, em Cascavel. Ele tentou apagar os vídeos ao ser confrontado por mães e acabou detido pela Polícia Militar. O caso ganhou grande repercussão após denúncias de que o suspeito já teria cometido abusos sexuais e psicológicos contra meninas em abrigos da cidade.
Quem é o homem preso e qual seu histórico com crianças e adolescentes?
R: O homem preso tem 70 anos e atuou como 'pai social' em programas de acolhimento institucional como a antiga Casa Lar e o programa Família Acolhedora de Cascavel. Diversas mulheres, que viveram sob sua tutela quando eram adolescentes, relataram abusos sexuais, psicológicos e físicos cometidos por ele, além de ameaças e silenciamento das vítimas.
Como o suspeito foi flagrado e qual foi a reação dos pais das crianças envolvidas?
R: O suspeito foi flagrado por uma mãe enquanto filmava sua filha de dois anos sem autorização. Ao ser confrontado, ele negou e tentou apagar os vídeos do celular, elevando o tom de voz e ameaçando a mãe. O pai das crianças expressou indignação e disse ter vontade de fazer justiça com as próprias mãos, mas optou por acionar a polícia.
Que tipo de material o suspeito produzia e o que fazia com os vídeos gravados?
R: Segundo relatos de vítimas, o homem mantinha um perfil no TikTok com quase mil seguidores, onde compartilhava vídeos feitos sem consentimento de crianças e jovens em locais públicos, como ônibus e parques. As pessoas filmadas não sabiam que estavam sendo gravadas.
Quais denúncias antigas vieram à tona após a prisão do homem?
R: Após a prisão, várias mulheres relataram à imprensa que sofreram abusos sexuais, psicológicos e físicos do suspeito durante a infância e adolescência, enquanto viviam sob sua tutela em abrigos. Elas descreveram episódios de violência, ameaças, espancamentos, silenciamento e omissão das autoridades e responsáveis pelos abrigos.
Como funcionava o esquema de silenciamento e omissão institucional relatado pelas vítimas?
R: As vítimas relataram que eram ameaçadas pelo agressor para não denunciarem os abusos. Quando tentavam buscar ajuda, eram desacreditadas, culpabilizadas e, em alguns casos, afastadas da instituição. Provas concretas, como roupas com sêmen, teriam sido sumidas por funcionários da escola e do abrigo. Denúncias feitas à polícia, escola e assistentes sociais eram ignoradas.
Qual foi o papel da esposa do acusado nos episódios relatados?
R: Segundo as vítimas, a esposa do acusado era omissa e tinha total consciência dos abusos. Ela reforçava a autoridade do marido, obrigando as meninas a sentar no colo dele e a beijá-lo, alegando que ele era o 'pai' das meninas.
Que consequências enfrentaram as garotas que tentaram denunciar os abusos?
R: Algumas meninas que denunciaram os abusos foram afastadas do convívio das demais, transferidas para outras instituições ou simplesmente desapareceram sem explicação. Uma das vítimas relatou que, após denunciar, foi isolada e enviada para uma instituição voltada a adolescentes em situação de reincidência com prostituição ou drogas, mesmo sem se enquadrar nesse perfil.
Quantas vítimas estima-se que tenham sofrido abusos do suspeito?
R: Uma das vítimas estima que entre 10 e 15 meninas tenham sido vítimas diretas de abusos semelhantes. Há também indícios de que meninos sob a tutela do casal apresentavam sinais de trauma.
Por que o caso gerou tanta revolta e mobilização entre as vítimas e a sociedade?
R: O caso gerou revolta porque expôs décadas de impunidade, silenciamento e omissão institucional, permitindo que o suspeito continuasse a ter acesso a crianças e adolescentes. A prisão trouxe esperança de justiça e motivou antigas vítimas a se organizarem para denunciar e buscar punição ao agressor.
Como as vítimas estão se mobilizando atualmente para buscar justiça?
R: As vítimas, agora adultas, estão se organizando em grupos, compartilhando depoimentos e buscando apoio jurídico e visibilidade para que os crimes não fiquem impunes. Elas pretendem mobilizar outras vítimas e pressionar as autoridades por justiça.
O que autoridades e especialistas recomendam para pais e responsáveis diante do caso?
R: A Polícia Militar e o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) recomendam que pais e responsáveis fiquem atentos a comportamentos suspeitos em espaços públicos e denunciem imediatamente qualquer situação de risco ou abuso.
Como proceder caso uma criança tenha aparecido nos vídeos gravados pelo suspeito?
R: Responsáveis legais por menores de idade que aparecem nos vídeos devem procurar o Nucria de Cascavel para registrar Boletim de Ocorrência. O endereço é Rua das Palmeiras, 3427, Bairro Coqueiral, e o telefone é (45) 3326-4909.
O que mudou após a prisão do suspeito?
R: A prisão do suspeito trouxe à tona antigos relatos de abusos, mobilizou vítimas a se unirem e aumentou o alerta entre famílias e frequentadores de espaços públicos em Cascavel. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Há indícios de reincidência e de que o suspeito continuava a buscar contato com crianças?
R: Sim. Após o fechamento do orfanato, o suspeito passou a vender doces e balões em locais frequentados por crianças, como o parquinho do Ciro Nardi, onde foi preso. Mães relataram já terem percebido comportamentos estranhos dele no local.
O que as vítimas esperam com a exposição do caso na mídia?
R: As vítimas esperam que a exposição do caso na mídia ajude a dar voz às vítimas, mobilizar outras pessoas que sofreram abusos, pressionar as autoridades e garantir que o suspeito seja responsabilizado criminalmente, evitando que novas crianças sejam vítimas.
Quais foram as principais falhas apontadas pelas vítimas no sistema de proteção à infância?
R: As principais falhas apontadas foram a omissão de escolas, psicólogos, assistentes sociais, direção dos abrigos e até do Conselho Tutelar, que não acolheram as denúncias e, em alguns casos, sumiram com provas e isolaram as vítimas.
O que dizem as vítimas sobre o sofrimento psicológico causado pelos abusos?
R: As vítimas relataram traumas profundos, sensação de abandono, medo constante e dificuldade em serem ouvidas e acreditadas. Muitas só conseguiram se abrir e buscar apoio após atingirem a maioridade e se reencontrarem com outras vítimas.
Como a comunidade de Cascavel reagiu após a divulgação dos fatos?
R: A comunidade ficou em alerta, com muitos pais e frequentadores do ginásio relatando preocupação e reforçando a necessidade de vigilância. O caso gerou indignação e pedidos de justiça por parte da sociedade.
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