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Imagem referente a Aposentar não é parar: é começar uma nova fase da vida
A professora aposentada Suzy Cristina, aproveita a nova fase para conhecer lugares inéditos e receber turistas em casa. Curitiba, 14/01/2026. Foto: Levy Ferreira/SECOM

Aposentar não é parar: é começar uma nova fase da vida

Dia do Aposentado destaca histórias de quem transformou o tempo em qualidade de vida...

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Por Redação CGN

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A professora aposentada Suzy Cristina, aproveita a nova fase para conhecer lugares inéditos e receber turistas em casa. Curitiba, 14/01/2026. Foto: Levy Ferreira/SECOM

Aos 64 anos, a aposentada Suzy Cristina Quirino não pensa em ficar parada. Neste sábado (24), Dia do Aposentado, os planos são simples e felizes: uma caminhada e, quem sabe, uma ida ao teatro. Nada muito rígido — afinal, desde que se aposentou, há cinco anos, ela aprendeu a viver sem pressa.

Suzy faz parte do grupo de cerca de 16,5 mil aposentados da Prefeitura de Curitiba. Professora por décadas, encerrou a carreira na Escola Municipal CEI Heitor de Alencar Furtado, no bairro CIC, mas a aposentadoria não significou descanso no sentido tradicional. Pelo contrário: foi o começo de uma fase intensa, cheia de descobertas.

Hoje, boa parte do tempo é dedicada a planejar viagens ao lado do marido, Washington Luiz Santos, de 69 anos. Juntos, eles colecionam histórias e lembranças espalhadas pela casa: artesanatos, quadros, ímãs e chaveiros que contam por onde já passaram. Além de estados brasileiros como Bahia e Ceará, o casal conheceu lugares que antes pareciam distantes, como Vaticano, Peru, Rússia, França, México e Chile.

Suzy se define como uma “aventureira caseira”. Gosta de viajar, mas também ama receber. A casa está sempre aberta para amigos e visitantes, com mesa farta, doces e salgados feitos por ela e pelo companheiro. Essa hospitalidade virou, inclusive, um projeto de vida.

Em vez de se recolher, ela ampliou o mundo ao redor. Hoje, o casal participa de um modelo de hospedagem colaborativa, recebendo turistas de diferentes países em casa, em uma troca cultural que vai muito além de um lugar para dormir.

“Adoramos receber turistas, é como se fôssemos a família brasileira deles. Meus filhos brincam que sou a ‘mãe do mundo todo’, e eu adotei esse título. Queremos que eles se sintam acolhidos, como se aqui fosse um porto seguro”, conta.

Tempo de parar para viver

Apaixonada pela profissão, Suzy lecionou em várias escolas municipais de Curitiba, como o CEI Professor Ulisses Falcão Vieira, no CIC, e a Escola Professora Lina Maria Martins Moreira, no Campo Comprido. Ainda assim, decidiu se aposentar assim que pôde.

A escolha foi consciente: cuidar da saúde e da qualidade de vida, algo que nem sempre conseguia priorizar durante a rotina intensa da sala de aula.

“Minha meta era simples: não precisar mais acordar com despertador. Viver no meu ritmo, com meus próprios planos. Era isso que eu precisava para essa nova fase”, reflete.

Para ela, a aposentadoria deve ser encarada como um período de descobertas, em que cada pessoa constrói uma rotina própria, com mais liberdade, convivência e prazer. Manter-se em movimento, criar vínculos e ocupar os dias é, segundo Suzy, essencial para continuar participando da vida e evitar o isolamento.

Um amor chamado Curitiba

Nascida em São Paulo, Suzy confessa que não gostou de Curitiba na primeira vez que visitou a cidade, em 1980. Achou tudo cinza, chuvoso demais. Mas deu uma segunda chance, em 1993 — e se apaixonou.

Ao conhecer pontos como a Ópera de Arame e o Jardim Botânico, a visão mudou completamente. No mesmo ano, decidiu se mudar para a capital paranaense com o marido e os filhos, Débora e Marcelo. Foi também quando começou sua trajetória como servidora municipal.

“Na segunda visita, encontrei sol e uma cidade completamente diferente. Curitiba me acolheu, me deu oportunidades. Não troco essa cidade por nada”, afirma.

Dia do Aposentado

Atualmente, os aposentados representam um grande contingente de beneficiários do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC). São cerca de 16,5 mil pessoas, número que chega a 17,7 mil matrículas, dentro de um total de 20,8 mil benefícios pagos pelo Instituto.

A data tem ainda mais significado com a retomada do Programa Vida Nova, voltado a aposentados e pensionistas com 50 anos ou mais. O programa foi reativado por determinação do prefeito Eduardo Pimentel e, desde então, tem reunido centenas de participantes.

As atividades incluem opções gratuitas e pagas, muitas delas realizadas em parceria com órgãos da Prefeitura, do Governo do Estado e instituições independentes. A programação é divulgada pelos canais oficiais do IPMC.

O Vida Nova integra o Programa Permanente de Educação Previdenciária do Instituto e reforça a ideia de que a aposentadoria não é um fim — pode ser, como no caso de Suzy, um novo começo.

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