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“Ele diz que o Sul é nazista”, diz advogada de Cascavel perseguida por stalker preso no RJ

Segundo a advogada, o processo teve início no final de 2023, dentro dos trâmites regulares de um litígio familiar. No entanto, a partir de julho de...

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Por Luiz Haab

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“Ele diz que o Sul é nazista”, diz advogada de Cascavel perseguida por stalker preso no RJ

Após a entrevista concedida pela promotora Simone Lorens à CGN, em que ela expôs em detalhes o drama de ser perseguida por um homem envolvido em uma disputa judicial pela guarda de uma criança, a advogada Rafaela Polidoro, que representa a mãe do menino, também decidiu detalhar a perseguição que sofreu do stalker.

Segundo a advogada, o processo teve início no final de 2023, dentro dos trâmites regulares de um litígio familiar. No entanto, a partir de julho de 2025, após a emissão de um ofício judicial, o acusado passou a atacar sua cliente — que também é sua prima — com denúncias de espancamento do filho. Em agosto do mesmo ano, ele formalizou denúncias ao Conselho Nacional de Justiça, ao Conselho Nacional dos Direitos Humanos e ao Ministério Público, sem que, segundo Rafaela, houvesse qualquer indício de violência comprovado nos laudos de profissionais de saúde e depoimentos escolares.

A advogada também foi denunciada na OAB por suposta intolerância religiosa e por atuar como defensora de uma parente, acusações que ela refuta. “Ele fundamentou com um artigo que não existe, provavelmente deve ter usado da inteligência artificial ou não sei de onde, mas ele fundamenta que eu enquanto parente não posso advogar para parentes, sendo que eu posso advogar até em causa própria”, afirmou Rafaela Polidoro. A acusação de intolerância religiosa se baseou, segundo ela, em alegações infundadas de que teria escrito que a Bíblia estaria errada, o que nega categoricamente.

Além das denúncias administrativas, o acusado utilizou um site na internet, denominado “Ela Me Bate”, para publicar acusações contra a advogada, sua cliente, a promotora e a juíza. “Ele me denunciou em oito órgãos institucionais, incluindo a ONU. O meu TED na OAB, graças a Deus, já foi arquivado. Mas eu não sei como está o trâmite desses outros”, relatou Rafaela. Ela destacou o apoio recebido da OAB Cascavel e dos diretores das prerrogativas, que emitiram nota de repúdio e acompanharam a advogada nas providências cabíveis.

A promotora Simone Lorenz também foi alvo de acusações graves, incluindo omissão diante de supostos crimes e até de nazismo. “Ele menciona que o sul do Brasil tem a teoria enraizada ao nazismo. E que nós, enquanto sistema de justiça, somos uma organização criminosa. Eu, arquiteta da organização criminosa, a doutora Simone, a líder, e a doutora Fernanda, a juíza, decidia tudo”, relatou Rafaela.

A advogada afirmou ter sofrido abalo não apenas profissional, mas também pessoal, diante das falsas acusações e ameaças recebidas. “Ele alega que eu sou amante de um desembargador, menciona que sou advogada do diabo, que adoro um deus Dagon, que não sei de onde existe esse deus. Fora que, em mensagens privadas, falou que eu ia colher tudo que estava plantando, que era criminosa, que ia pagar por tudo que estava fazendo”, relatou.

A prisão do acusado, segundo Rafaela, foi recebida com alívio, ainda que tenha sido um momento difícil. “Foi um choque muito grande para mim. Ninguém queria que chegasse no ponto que chegou. Mas talvez era o único meio que parasse ele, porque já tinha várias determinações judiciais para a exclusão do site e ele não cumpria”, afirmou. Mesmo após a prisão, o site continuou no ar, o que, segundo a advogada, está sob apuração policial.

Sobre os próximos passos, Rafaela Polidoro destacou a expectativa de responsabilização do acusado e a proteção da criança envolvida, que, segundo ela, está resguardada e sem conhecimento dos fatos. “A criança está protegida, não sabe de absolutamente nada, precisará de muito acompanhamento psicológico para poder tomar decisões de como contar. É muito triste, uma marca na vida da gente, mas principalmente dessa criança e da mãe dela”, concluiu.

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