
Menina de 1 ano passa por cirurgia de urgência após queda com carregador cravado na testa
O acidente ocorreu na última terça-feira (13). De acordo com o médico, a mãe da criança havia se ausentado por alguns instantes para ir ao banheiro...
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Por Paulo Eduardo

Uma menina de apenas 1 ano foi submetida a uma cirurgia de urgência após sofrer um grave acidente doméstico na cidade de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. A criança caiu da cama e teve um carregador de celular cravado na região frontal da cabeça, próximo ao olho. Ela segue internada em observação e, até o momento, não apresenta sinais de sequelas neurológicas, segundo informou o neurocirurgião responsável pelo atendimento, Bruno Castro.
O acidente ocorreu na última terça-feira (13). De acordo com o médico, a mãe da criança havia se ausentado por alguns instantes para ir ao banheiro quando a queda aconteceu. A principal hipótese é que a menina estava segurando o carregador no momento em que caiu, e o objeto acabou atingindo a cabeça de forma que perfurou o crânio.
“A única possibilidade que eu acredito é que ela estava com o carregador na mão e caiu junto com ele da cama e, por azar, ele bateu de um jeito que entrou na cabeça dela. Se tivesse atingido o olho, poderia ter causado perda da visão. Felizmente, isso não aconteceu”, explicou o neurocirurgião.
Diante da gravidade do caso, a criança foi levada imediatamente ao centro cirúrgico. No procedimento, a equipe médica realizou a retirada do objeto, limpeza da área, lavagem, fechamento e reconstrução do local atingido.
“A necessidade era imediata. Sem esse tratamento rápido, poderia evoluir para uma hemorragia ou uma infecção grave”, destacou Castro.
Atualmente, a menina segue internada e recebe antibióticos de forma preventiva, conforme protocolo médico. O especialista explica que a boa resposta clínica pode estar relacionada à capacidade de recuperação do cérebro infantil.
“Crianças têm uma plasticidade neuronal muito boa, o que aumenta as chances de recuperação sem sequelas”, afirmou.
Apesar do quadro estável, o médico alerta para possíveis complicações futuras. Lesões cerebrais podem causar cicatrizes no cérebro, conhecidas como gliose, que podem desencadear crises convulsivas ou epilepsia ao longo da vida. Por isso, a criança deverá passar por acompanhamento neurológico contínuo.
Riscos de lesão cerebral e infecção
Segundo o neurocirurgião, o principal risco em casos como esse é a lesão direta ao cérebro, já que o objeto atravessou o osso do crânio e atingiu o tecido cerebral, podendo provocar hemorragias.
“O maior risco do ponto de vista neurológico é o trauma e a lesão cerebral. Esse objeto atravessou o crânio, fincou no cérebro e isso pode ocasionar hemorragia”, explicou.
Outro fator preocupante é o risco de infecção. Como o objeto perfurante rompe a barreira natural da pele, há possibilidade de entrada de micro-organismos no sistema nervoso, o que pode causar meningite.
“É um material que está sujo, tem germes. Quando isso entra no sistema nervoso, pode causar meningite”, alertou.
Alerta aos pais e responsáveis
O médico também aproveitou para reforçar a importância da prevenção de acidentes domésticos, especialmente com crianças pequenas.
“Crianças que ainda não têm controle para subir e descer da cama caem com muita facilidade. A maioria dos acidentes acontece dentro de casa e, geralmente, envolve quedas”, afirmou.
Ele recomenda que bebês nunca sejam deixados sozinhos em locais elevados e que fiquem em ambientes seguros, longe de objetos pontiagudos ou que possam causar ferimentos.
“O ideal é colocar a criança no chão, em um espaço protegido, sem risco de queda. O crânio da criança é muito fino, está em crescimento, e pode ser facilmente fraturado ou penetrado”, concluiu.
Fonte: Ceará Agora
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