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Imagem referente a Polícia Civil conclui inquérito e indica quatro por latrocínio de Pedro Luis Scheifer de Souza

Polícia Civil conclui inquérito e indica quatro por latrocínio de Pedro Luis Scheifer de Souza

Ao término das investigações, quatro pessoas — duas mulheres e dois homens — foram indiciadas e responderão pelo crime em coautoria. O inquérito detalha que o...

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Por Fábio Wronski

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Imagem referente a Polícia Civil conclui inquérito e indica quatro por latrocínio de Pedro Luis Scheifer de Souza

A Polícia Civil do Paraná, por intermédio da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, finalizou nesta data o inquérito que apurou a morte do jovem Pedro Luis Scheifer de Souza, de 17 anos. O crime, ocorrido na madrugada de 21 de dezembro de 2025, no bairro Uvaranas, foi tipificado como latrocínio — roubo seguido de morte.

Ao término das investigações, quatro pessoas — duas mulheres e dois homens — foram indiciadas e responderão pelo crime em coautoria. O inquérito detalha que o grupo agiu em conjunto, desde a abordagem inicial até a fuga e a tentativa de ocultação de provas.

As apurações, baseadas em sistemas de monitoramento por vídeo e áudio, afastaram integralmente a tese de legítima defesa apresentada pelos indiciados. As imagens captadas revelam o momento exato em que o adolescente é encurralado em via pública e submetido a grave ameaça pelo grupo.

Durante os interrogatórios, os suspeitos alegaram que Pedro Luis estaria consumindo drogas, especificamente crack, voluntariamente com eles. No entanto, as provas audiovisuais e testemunhais reunidas pela polícia apontam em sentido oposto. Segundo o relatório, o jovem foi abordado e coagido sob ameaça de morte. Em áudios registrados no local, um dos agressores é ouvido intimidando a vítima com frases como: “Eu sei onde você mora”, “eu sei que você tem dinheiro” e “vale a pena você morrer em branco?”, exigindo a entrega de valores e do aparelho celular.

A tentativa de justificar a violência como reação a uma suposta agressão da vítima foi considerada incompatível com os fatos apurados. O inquérito aponta a superioridade numérica do grupo, a perseguição ativa aos movimentos da vítima e a continuidade dos golpes de faca mesmo após o adolescente já estar caído e indefeso.

A investigação também concluiu que as alegações sobre o suposto uso de entorpecentes por Pedro Luis foram uma tentativa deliberada dos autores de manchar sua imagem e criar uma narrativa fantasiosa. Depoimentos de familiares, amigos e o histórico escolar e social do jovem confirmaram sua boa índole e dedicação aos estudos. Pedro era reconhecido pela responsabilidade e pelo desempenho acadêmico, com aprovações recentes em vestibulares, e não possuía qualquer envolvimento com drogas ou com o meio criminoso.

O delegado Gabriel Munhoz, responsável pelo caso, destacou que as versões contraditórias dos indiciados foram refutadas pelo conjunto de provas. “As imagens são claras ao mostrar o encurralamento e a agressão gratuita após uma tentativa de roubo frustrada pela resistência da vítima”, afirmou o delegado.

Os quatro envolvidos foram indiciados com base no artigo 157, §3º, inciso II, do Código Penal, que trata do latrocínio. O relatório final do inquérito ressalta que todos agiram em comunhão de esforços, participando da abordagem, da fuga e da ocultação de vestígios, como a troca de roupas e o descarte da arma e do celular. Encerrada a fase policial, o caso segue agora para análise do Ministério Público.

As informações são do Portal aRede.

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