
Já pensou em pagar menos juros? Portabilidade de crédito é opção
Com taxa Selic em queda, seja no empréstimo pessoal, consignado ou no financiamento imobiliário e de veículos é possível renegociar...
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Por Mariana Lioto

Quem tem dívida de financiamentos e empréstimo sabe o quanto os juros pesam. O que muitos não sabem, no entanto, é que o valor do juro fixado no início dos contratos não precisa ser definitivo. Com a queda na taxa básica de juros (Selic), tem bancos disputando créditos e quem ganha com isso são os clientes.
A portabilidade de crédito é regulamentada pelo Banco Central. Digamos que você pegou emprestado R$ 50 mil em um período que os juros estavam em alta. As parcelas estão sendo pagas e o saldo devedor atualizado é de R$ 30 mil, mas agora o mercado está com juros bem mais baixos. Um outro banco pode “comprar” sua dívida, oferecendo essa taxa menor. Quando você leva sua dívida para o novo banco, a instituição quita o saldo devedor anterior e passa a ser a credora, recebendo as parcelas em um novo acordo.
O advogado e professor Celso Guerra Junior explica que é possível fazer a portabilidade em todos os tipos de empréstimo ou financiamento, incluindo financiamento habitacional e de veículo.
“Quando o cliente tem interesse em fazer a portabilidade, a instituição financeira de origem é obrigada a fornecer em um dia todas as informações necessárias. Desde número do contrato, saldo devedor atualizado, demonstrativos, tipo de crédito, valor da parcela e taxa de juros. São as informações que o cliente precisa apresentar para o outro banco para ter uma proposta. Sempre vale a pena negociar e acaba sendo grande a chance do próprio banco oferecer uma proposta melhor para manter o cliente”.
Neste contexto o histórico do cliente e o tipo de empréstimo contam muito. As instituições vão avaliar para fazer a proposta. Quem paga com pontualidade e não tem histórico de inadimplência consegue taxas melhores.
A CGN conversou com uma servidora pública que tem empréstimo consignado e já recorreu à portabilidade mais de uma vez. O contrato original que ela assinou era de 1,34% ao mês e em uma primeira negociação, trocou de banco e teve os juros reduzidos para 1,14% mês.
“Agora como houve nova queda nos juros fui procurada por um banco que ofereceu reduzir para 0,89%. Quando pedi para fazer a portabilidade o próprio banco baixou para 0,85%, para manter o crédito. No fim do pagamento minha economia vai ser de cerca de R$ 38 mil”, comemora.
Com o bom resultado ela cogita tentar rever também um financiamento imobiliário.
Atenção
Uma dica é ficar de olho se no seu financiamento foi embutido o “seguro prestamista”, que pode ser sacado em caso de portabilidade.
Também é preciso ficar atento à tentativa dos bancos de incluírem outros serviços junto à portabilidade – como seguro de vida ou título de capitalização – que podem deixar o acordo mais caro.
Com a situação de pandemia muitos bancos fazem todo o trâmite necessário por email, whatsapp e telefone, diminuindo a necessidade de ir pessoalmente ao banco.
Juros em queda
Em 2016 a taxa Selic – taxa básica de juros – bateu 14%, desde então só vem diminuindo em 2018 já era de 6,4% e este ano é estimada em 2%.
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