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Imagem referente a Problemas visuais comprometem 50% da aprendizagem escolar
Oftalmologista do Hospital de Olhos de Cascavel, Carolina Andrade

Problemas visuais comprometem 50% da aprendizagem escolar

Quase 800 mil crianças brasileiras vão para a escola com problemas de visão não corrigidos...

Publicado em

Por Redação CGN

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Imagem referente a Problemas visuais comprometem 50% da aprendizagem escolar
Oftalmologista do Hospital de Olhos de Cascavel, Carolina Andrade

O início do ano, para muitos pais, é sinônimo de renovar a matrícula, comprar materiais escolares e o uniforme novo dos filhos. Mas, entre tantas tarefas, um detalhe importante acaba passando despercebido: os sinais de que as crianças podem estar com dificuldade para enxergar. Sabe quando elas precisam “colar” o rosto no caderno para copiar a lição? Ou quando reclamam que as “letrinhas estão embaçadas” no livro? Ou ainda que não enxergam muito bem o que a professora escreve no quadro? Piscar demais, esfregar os olhos constantemente ou terminar o dia com dor de cabeça, especialmente após usar telas ou realizar atividades que exigem foco, também são indícios de que a saúde ocular está pedindo atenção.

Uma pesquisa da Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB) em parceria com a Fundação Seva mostra que quase 800 mil crianças brasileiras vão para a escola com problemas de visão não corrigidos, o que as faz aprender menos. Segundo o estudo, uma criança com deficiências oftalmológicas, como miopia, astigmatismo e hipermetropia, apreende aproximadamente metade do que uma criança com visão boa ou corrigida.

Quando aprender vira desafio

E quanto mais cedo a dificuldade é identificada, mais fácil é garantir que o aprendizado, a concentração e a rotina da criança não sejam prejudicados, como explica a oftalmologista do Hospital de Olhos de Cascavel, Carolina Andrade. “É muito importante que os pais levem os filhos para uma avaliação oftalmológica, principalmente agora, no início das aulas, porque a visão influencia diretamente no rendimento escolar. Uma hipermetropia ou uma miopia não diagnosticadas podem fazer com que a criança não consiga copiar a lição do quadro, tenha dificuldade na leitura e apresente dores de cabeça ao final da aula. Com isso, ela pode não alcançar todo o potencial que teria se estivesse enxergando bem”, orienta a médica.

A oftalmologista destaca ainda que, muitas vezes, o primeiro alerta vem da escola. “É comum os professores perceberem que a criança não copia a lição com agilidade, tem dificuldade de leitura ou precisa se aproximar demais para enxergar. Em muitos casos, os pais nos procuram justamente após essa orientação dos educadores”, ressalta.

Prevenir é melhor que remediar

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que crianças de até 5 anos passem no máximo uma hora por dia diante das telas, mas apenas um terço das que têm entre 2 e 5 anos respeita essa orientação. Entre as menores de 2 anos, menos de um quarto segue a orientação. 

“O uso prolongado de telas aumenta o risco de miopia na infância. Por isso, orientamos que os pais reduzam o tempo das crianças diante de celulares, tablets e computadores. O excesso pode causar miopia, olho seco e cansaço, porque o olho não foi feito para ficar tanto tempo focado de perto. Dormir pouco não aumenta o grau, mas o cansaço acumulado, após longos períodos nas telas, pode provocar dores de cabeça e desconforto ocular”, alerta a oftalmologista Carolina Andrade.

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