
Motorista denuncia abandono na BR-277 e constrangimento em pedágio da EPR
Morador de Santa Terezinha de Itaipu relata espera de mais de duas horas por guincho e ameaça de apreensão do carro na noite de Natal...
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Por Redação CGN

Um morador de Santa Terezinha de Itaipu relatou uma experiência traumática enquanto voltava de uma confraternização de Natal em Medianeira, no oeste do Paraná. Segundo ele, o carro em que estava apresentou uma pane mecânica a poucos metros do pedágio de São Miguel do Iguaçu, em trecho sob concessão da empresa EPR.
Mesmo já tendo pago o pedágio — no valor de R$ 17,40 — ao ir para Medianeira, o motorista afirma que ficou por mais de duas horas esperando atendimento da concessionária após solicitar o guincho às 00h18 do dia 25 de dezembro.
Espera longa e medo
De acordo com a petição, logo após o carro quebrar, o motorista comunicou a atendente do pedágio, que acionou a central de atendimento da EPR. No entanto, o guincho só teria chegado por volta das 2h18 da manhã — um atraso de duas horas, segundo o autor.
Durante esse período, ele diz ter permanecido sozinho e sem qualquer viatura da concessionária para garantir sua segurança.
Guincho passou direto e cobrança extra no pedágio
Ainda conforme a ação, um caminhão-guincho da própria EPR teria passado vazio pelo local, mas não prestou atendimento. Quando finalmente foi socorrido, o motorista relata que foi levado de volta até o pedágio, onde foi solicitado o pagamento de uma nova tarifa integral, mesmo estando com o carro parcialmente fora da pista.
O autor afirmou que, ao questionar a cobrança, a atendente teria ameaçado devolver o carro ao local da pane ou levá-lo para o pátio da Polícia Rodoviária Federal caso ele se recusasse a pagar. Por receio, ele pagou o valor e foi liberado.
Contraste com promessas da “Operação Verão”
O documento apresentado menciona que, poucos dias antes do ocorrido, a EPR havia anunciado publicamente o início da “Operação Verão”, prometendo reforço na frota de guinchos, atendimento 24 horas e melhoria no suporte aos usuários, especialmente na região de Foz do Iguaçu.
Além disso, o próprio site da concessionária informava que o tempo máximo de atendimento com guincho leve seria de 60 minutos em 90% dos casos — o que, segundo o motorista, não foi cumprido.
Na ação, o autor pede uma indenização de R$ 10 mil por danos morais, alegando ter passado por constrangimento, angústia, sensação de abandono e desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor. O processo tramita no Juizado Especial Cível da Comarca de Foz do Iguaçu.
Nota da Redação
A ação mencionada nesta reportagem está em fase inicial de tramitação. A EPR ainda não apresentou defesa e terá o direito de se manifestar nos autos. Não há, até o momento, qualquer decisão judicial sobre o caso, e a empresa não é considerada culpada.
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