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Imagem referente a “Eu vou te matar, sua vagabunda!” Empresária relata pavor por constantes ameaças de morador de rua, no Centro de Cascavel

“Eu vou te matar, sua vagabunda!” Empresária relata pavor por constantes ameaças de morador de rua, no Centro de Cascavel

Apavorada, a empresária agora pensa em solicitar uma medida protetiva contra o homem....

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Por Luiz Haab

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“Eu vou te matar, sua vagabunda!” Empresária relata pavor por constantes ameaças de morador de rua, no Centro de Cascavel

Uma frase em tom ameaçador: “Eu vou te matar… sua vagabunda”. Quem disse isso foi um homem que aparece em imagens feitas pela CGN na tarde desta quinta-feira, em uma casa em demolição, no centro de Cascavel. 

A vítima é uma empresária que prefere não se identificar. A empresa dela fica bem em frente e, antes da situação chegar a este nível, ela já vinha percebendo alguns sinais. “Durante o período em que a clínica não está em funcionamento, acontecem situações de vandalismo, tanto aqui na parte de estrutura, quanto lixo trazido à noite na frente da porta, danificação de paisagismo, violação de torneiras e tomadas”.

A empresária decidiu olhar as câmeras de vigilância. Logo identificou o homem de 59 anos. Ele está pelas redondezas desde o ano passado, mas faz cerca de três meses que começou a intensificar os transtornos.

“Quando tem um homem, eu percebo que ele não se aproxima muito. Mas, quando tem muitas mulheres, ele acaba sendo um pouco mais ousado. Ele entra, ele importuna, quer ser atendido, pede café… é bastante difícil de tirar ele aqui de dentro. Ele desacata muito, ele xinga muito.”

O homem passa as noites na casa desocupada. Há pouco mais de duas semanas, a situação chegou ao ponto mais grave, quando a empresária estava saindo com o carro para ir para casa.

“Enquanto fechava o portão, eu fui abordada por ele, que me pediu dinheiro. Eu falei que dinheiro eu não teria para dar e pedi licença para poder sair com o veículo. Ele me falou que não iria sair, que nem ele nem eu sairíamos dali. Então ele deitou na frente do meu carro, sentou na frente, no meio da rua, e começou a gritar que eu teria atropelado ele.”

As ameaças ganharam um tom aterrorizante: “Ele veio do lado do meu vidro e me falava: ‘eu vou te matar, você é uma vagabunda’. Quem me ajudou foi uma pessoa que passava pela rua, que viu a situação, parou o veículo e enfrentou ele”.

Ela registrou boletim de ocorrência. “Talvez eu seja a primeira a me manifestar, mas de fato a gente tá se sentindo muito ameaçado. Toda noite tu vai dormir com medo… será que amanhã vai ter alguma coisa? Será que amanhã vai ter mais alguma violação? Será que na saída a gente vai ser abordado?”

Pessoas na redondeza também se sentem acuadas. Conversamos com uma mulher que trabalha na região. Ela descreveu o medo que também sente. “Ele tá por aqui fazendo ameaça. Às vezes ele fala assim: ‘tô de olho em você’, sabe? E joga sujeira, né? Lixo de lá de onde ele tá, ele joga aqui. Eu falei que se ele continuasse eu iria na prefeitura para tirar ele dali. É bem difícil. Porque ninguém gosta de ficar sendo ameaçado, sair pra fora, alguém dizer ‘tô de olho em você’. Ele já jogou fezes para cá. Eu já me senti ameaçada.”

Apavorada, a empresária que você conheceu no início da reportagem agora pensa em solicitar uma medida protetiva contra o homem. “Você ser ameaçada no teu próprio trabalho porque simplesmente você não tinha dinheiro para dar. É medo e, ao mesmo tempo, uma certa revolta, porque você vê a tua empresa, o teu patrimônio ser ameaçado.”

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