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Após ameaçar Groenlândia, Trump menospreza peso de europeus na Otan

“Rússia e China não têm nenhum medo da Otan sem os EUA, e duvido que a Otan estaria lá para nós se realmente precisássemos dela”, disse Trump,......

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Por CGN

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“Rússia e China não têm nenhum medo da Otan sem os EUA, e duvido que a Otan estaria lá para nós se realmente precisássemos dela”, disse Trump, destacando que ele levou os países do bloco a aumentar de 2% para 5% do PIB o total investido em defesa.

O presidente estadunidense vem enfrentando críticas de aliados da Otan devido a suas recorrentes ameaças de anexação da Groenlândia. Após bombardear a Venezuela, Trump voltou a dizer que a Groenlândia é necessária para segurança dos EUA, sugerindo que pode anexá-la. 

A primeira-ministra da Dinamarca, Matte Frederiksen, disse que, se um país da Otan atacar um parceiro da própria Otan, seria “o fim de tudo”, referindo-se à organização militar que reúne, além de países europeus, os EUA e o Canadá. 

Resposta tímida

A resposta dos aliados europeus à ameaça de Trump foi “tímida”, na avaliação do major-general português Agostinho Costa, especialista em assuntos de segurança e geopolítica e ex-vice-presidente da Associação EuroDefese-Portugal.

O militar avalia que a publicação de Trump menosprezando as reações dos membros da Otan se trata de um “bullying puro e duro” contra os aliados.

“A Europa está em estado de choque. Os países da Europa vivem uma orfandade em relação aos EUA. Toda política norte-americana de Trump vai contra as expectativas do componente europeu da Otan”, afirma.

Para ele, existe a ideia de que a organização seria uma aliança de defesa para proteger a Europa de uma suposta ameaça. Porém, o especialista entende que a função real da Otan é outra.

O general português considera que a submissão da Europa aos EUA é “patológica” e diz que o aumento dos gastos com defesa, após pressão de Trump, serviu para transferir recursos para indústria de armas estadunidense.  

“[O aumento dos gastos com Defesa] é, fundamentalmente, um negócio que impôs à Europa uma transferência dos seus orçamentos de defesa para a indústria militar norte-americana, porque a indústria militar europeia não está minimamente desenvolvida ao ponto de poder fornecer esses armamentos”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

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