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Veja quem é o paranaense morto em combate na guerra da Ucrânia e cuja família pode não receber o corpo de volta

De acordo com a família, as chances de repatriação do corpo são mínimas. Devido ao avanço das tropas russas e à instabilidade na linha de frente...

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Por Luiz Haab

O curitibano Gustavo Rodrigo Faria Mazzocato, de 25 anos, morreu durante combate na guerra da Ucrânia. A morte foi confirmada no domingo (4) pelo comandante da 60ª Brigada, unidade militar à qual o brasileiro servia. Gustavo morreu na região de Donbass, no leste da Ucrânia, uma das áreas mais intensas do conflito. Segundo familiares, ele estava a cerca de um mês do fim do contrato de experiência quando foi morto em combate.

De acordo com a família, as chances de repatriação do corpo são mínimas. Devido ao avanço das tropas russas e à instabilidade na linha de frente onde aconteceu a morte, os familiares foram informados de que o corpo provavelmente não será repatriado para o Brasil. O consulado e a Embaixada brasileira foram acionados para acompanhar o caso.

O último contato com Gustavo aconteceu na madrugada de 29 de dezembro, por intermédio de um oficial de comunicações. Nos áudios enviados à família, ele afirmou que pretendia retornar ao Brasil ao fim do contrato e relatou saudades, especialmente dos avós. Natural de Curitiba, Gustavo deixa um filho de três anos. A comunicação com a família era limitada desde a ida à Ucrânia. Segundo os parentes, houve períodos de até cinco meses sem contato e cerca de dois meses de silêncio absoluto logo após a chegada dele ao fronte.

O paranaense chegou à Ucrânia em julho de 2025. A família informou que ele passou por um treinamento básico de aproximadamente 20 dias e, inicialmente, a expectativa era de que participasse de uma missão curta, de cerca de 15 dias. No entanto, a permanência na zona de combate se estendeu. Informações obtidas pela família com outros brasileiros na região indicam que ele estava na linha de frente durante uma ofensiva russa. Antes de ingressar no conflito, Gustavo trabalhava como administrador e motoboy no Brasil, e já tinha experiência militar. Ele serviu ao Exército Brasileiro em 2018.

As informações são do portal TN Online.

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