
Cuidadora nega maus-tratos e diz que idosa tem queimaduras de cirurgia
A situação levou à intervenção da Guarda Municipal, que encaminhou à Delegacia de Polícia Civil a irmã da idosa e um homem que estavam na residência...
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Por Paulo Eduardo
Na tarde desta sexta-feira (26), a reportagem da CGN conversou com Maria dos Santos, responsável pelo cuidado de uma idosa que, segundo denúncias, teria sido vítima de maus-tratos. A entrevistada é sogra do sobrinho da idosa socorrida.
A situação levou à intervenção da Guarda Municipal, que encaminhou à Delegacia de Polícia Civil a irmã da idosa e um homem que estavam na residência no momento, para prestarem esclarecimentos à autoridade policial.
Maria dos Santos negou veementemente as acusações de maus-tratos. Em seu relato, ela explicou que a idosa apresenta sequelas de queimaduras no rosto, decorrentes de uma cirurgia, e que necessita de acompanhamento médico regular. Segundo Maria, a idosa tem o hábito de abrir o portão da residência e, em determinado momento, saiu e sentou-se do lado de fora. “Nós nem vimos, porque ela tem o costume de abrir o portão ali, ela pegou o costume, entendeu?”, afirmou.
A cuidadora relatou que a movimentação chamou a atenção de alguém que passava pelo local, resultando em um chamado ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). “Eles vieram, vieram até com um pedaço aqui, foi uma correria grande”, disse Maria, mencionando que o episódio causou abalo em sua família, especialmente nas crianças que estavam na casa.
Questionada sobre a possibilidade de punição à idosa, Maria dos Santos negou qualquer intenção nesse sentido. “Jamais, ela nunca vem ficar aqui fora, não, porque ela é bem lúcida”, declarou, acrescentando que a idosa costumava frequentar a igreja, mas deixou de ir recentemente devido ao estado de saúde.
Maria enfatizou que a idosa nunca sofreu maus-tratos. “Quem tem que ser com a ajuda é eu, porque eu que dou banho nela, eu que cuido dela. Ninguém maltrata ela aqui, ninguém”, afirmou. Ela ressaltou ainda que a idosa recebe acompanhamento do Hospital Universitário (HU) e que há registros médicos que comprovam o histórico de saúde.
A Polícia Civil segue apurando o caso, ouvindo os envolvidos para esclarecer as circunstâncias da denúncia.
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