CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a Editorial: O decoro perdido e a violência como método

Editorial: O decoro perdido e a violência como método

Ao ser filmado trocando socos e ofensas em plena via pública, o parlamentar não feriu apenas a integridade física de um indivíduo ou o seu próprio...

Publicado em

Por Redação CGN

Publicidade
Imagem referente a Editorial: O decoro perdido e a violência como método

As cenas lamentáveis protagonizadas nesta semana em Curitiba, envolvendo um deputado estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), não são apenas um caso isolado de descontrole emocional. Elas são o sintoma febril de uma doença que corrói a sociedade brasileira: a normalização da violência política e a incapacidade de conviver com o contraditório.

Ao ser filmado trocando socos e ofensas em plena via pública, o parlamentar não feriu apenas a integridade física de um indivíduo ou o seu próprio nariz; ele feriu a imagem do Parlamento paranaense e desrespeitou cada eleitor que paga o seu salário.

É impossível dissociar esse episódio do clima hostil que impera no País. Vivemos sob a égide de um governo federal que, embora ostente o slogan de “governar para todos”, demonstra dia após dia uma vontade indisfarçável de aniquilar moral e politicamente seus opositores. A esquerda, liderada pelo presidente Lula, revela-se muitas vezes maquiavélica: ainda que algumas de suas ideologias possam ter mérito teórico, a forma como tentam impô-las — atropelando o debate e demonizando o contraditório — está equivocada.

O resultado dessa postura, que vem de cima para baixo, é o sofrimento do brasileiro comum e a gestação de um ambiente de ódio e raiva, onde o argumento é substituído pela agressão. O conflito, infelizmente, torna-se inevitável quando a política abandona a arena das ideias e desce para a briga de rua.

No entanto, o contexto nacional não exime a responsabilidade individual. O deputado envolvido no escândalo não é um neófito em polêmicas. Não é a primeira vez que sua conduta navega contra a corrente dos bons costumes e da paz necessária ao debate democrático. Tendo tido diversas oportunidades para ajustar sua postura e tornar-se um exemplo de civilidade, optou, mais uma vez, pelo caminho oposto, transparecendo não possuir as condições mínimas de temperamento para representar a sociedade paranaense.

Não cabe aqui julgar o mérito da discussão que originou a briga. Pouco importa quem começou as ofensas verbais. O que se exige de um homem público é equilíbrio. Se foi ofendido, o caminho correto — e único aceitável em uma democracia — seria acionar as autoridades policiais, registrar a ocorrência e conduzir o suposto agressor à Justiça. Jamais partir para as vias de fato.

A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) é a Casa do Povo, um local sagrado para a democracia estadual. Não é, e não pode se tornar, um reduto de baderneiros que agem sem responsabilidade consigo mesmos, quem dirá com a população que custeia seus mandatos.

Esperamos que a Justiça Comum cumpra seu papel com rigor, pois agressão física é crime e deve ser punida, independentemente da imunidade parlamentar ou da coloração partidária. Mas esperamos também que a Assembleia Legislativa dê uma resposta à altura. O Paraná não pode aceitar que a barbárie substitua a política.

Veja Mais

Whatsapp CGN 3015-0366 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN