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Companhia de Habitação de Cascavel diz que entregará 3 mil casas nos próximos dois anos

Em entrevista à CGN, presidente da Cohavel disse que município tem 13 mil famílias à espera de moradia....

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Por Luiz Haab

Um levantamento da Câmara de Vereadores de Cascavel estima que o déficit habitacional no município seja de aproximadamente 15 mil moradias. O número é parecido com o das 13 mil famílias cadastradas na Companhia de Habitação de Cascavel e que estão à espera de uma casa própria.

Na tarde desta terça-feira (18), em entrevista à CGN, o presidente da Cohavel, Beto Guilherme, falou dos projetos de regularização fundiária aprovados no legislativo municipal e afirmou que cerca de três mil imóveis populares serão entregues a famílias de baixa renda até dezembro de 2027 (dê um play no vídeo para assistir à entrevista na íntegra).

“Nesses três projetos que foram aprovados, nós só teremos um terreno, de aproximadamente 400 metros quadrados, para fazer algumas casas ali. As duas outras situações são distintas”, explica o presidente, referindo-se à regularização dos documentos para 36 famílias que vivem em áreas ocupadas irregularmente no bairro Cascavel Velho. “Nesses terrenos tem famílias que estão há 15, 20 e até 30 anos e não tinham documento. Não tinha uma fiscalização tão intensa. Hoje as regras são bem diferentes”, alerta.

Beto Guilherme revelou iniciativas para contemplar famílias que não fazem parte das listas de regularização fundiária, caso das milhares de pessoas que vivem de aluguel ou de favor, mas que sonham em conseguir um imóvel próprio.

“Algumas construções estão sendo feitas: temos 128 moradias lá no conjunto Favo de Mel, […] nós também estamos construindo outras 98 unidades lá no Siena. São apartamentos que as famílias já fizeram seus cadastros e vai haver o sorteio para estar colocando lá”.

Um dos maiores projetos para diminuir o déficit está em fase de chamamento público. “No ano passado, a Câmara aprovou a doação de mais quatro áreas que, agora, nós fizemos a publicação em edital para fazer o chamamento púbico. No dia 13 de dezembro, essas construtoras vão apresentar suas propostas. Nós teremos mais 600 unidades nisso aí. Nós temos também um outro prédio que já foi aprovado, que é o ‘prédio do servidor’, mas que não é só para servidor público.” Os imóveis são para famílias com renda mensal de até R$ 2.800,00.

Conforme o presidente da companhia, as moradias do conjunto Favo de Mel serão entregues até março de 2026. Já as 600 unidades que serão contempladas pelo chamamento público em aberto ficarão prontas em um prazo de dois anos. “Depois que a construtora for classificada, tem até seis meses para apresentar o projeto e iniciar a obra. Depois disso, tem 18 meses para concluir.”

Matemática com o Governo do PR

Para completar a conta dos cerca de três mil imóveis, além das iniciativas do próprio município, Beto Guilherme diz estar em negociação com a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), cujo presidente – o cascavelense Jorge Lange – virá em breve para anunciar projetos: “O Governo do Paraná está oferecendo R$ 20 mil de bônus para essas pessoas. Então, estamos tentando uma parceria com a Cohapar para pegar esse bônus do Governo do Estado. Nós também estamos ‘brigando’ com o prefeito Renato Silva para conseguirmos mais um bônus para ajudar as pessoas com a entrada”.

Problema crônico

Mesmo com o anuncio, o crescimento acelerado de Cascavel transforma a falta de moradias em uma questão crônica: “A preocupação com a moradia não vai parar nunca. Você não vai conseguir zerar o déficit habitacional. Temos que aproveitar os programas habitacionais para diminuir”, finalizou.  

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