CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a MP-SP vai investigar PMs que confrontaram manifestantes contrários a Bolsonaro

MP-SP vai investigar PMs que confrontaram manifestantes contrários a Bolsonaro

A decisão dos promotores Anna Trota Yaryd e Eduardo Ferreira Valerio, tomada na semana passada, atende a um pedido apresentado pelo deputado estadual Paulo Fiorilo (PT)....

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade
Imagem referente a MP-SP vai investigar PMs que confrontaram manifestantes contrários a Bolsonaro

O Ministério Público de São Paulo abriu investigação para apurar a conduta dos policiais militares que entraram em confronto com manifestantes contrários ao presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, na região central da capital. No final de maio, a Polícia Militar usou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar o protesto em oposição ao governo federal, organizado por grupos ligados a torcidas de futebol autodenominados pró-democracia e antifascistas.

A decisão dos promotores Anna Trota Yaryd e Eduardo Ferreira Valerio, tomada na semana passada, atende a um pedido apresentado pelo deputado estadual Paulo Fiorilo (PT). O petista diz que a corporação agiu com ‘violência e truculência’ contra o protesto pela democracia enquanto os manifestantes pró-governo foram tratados de ‘modo leniente e complacente’. O deputado lembrou ainda que, entre os defensores do presidente, haviam pessoas armadas com tacos de beisebol ou ostentando símbolos nazistas que não foram reprimidas.

“As imagens registradas pela mídia mostram a clara diferença da conduta da Polícia Militar ao lidar com os dois grupos. O grupo pró-Bolsonaro, que entre outras pautas defende a intervenção militar, foi afastado e dissipado através do diálogo. O grupo pró-democracia foi afastado e dissipado através da força e da truculência”, sustenta Fiorilo no pedido.

A Promotoria de Justiça de Direitos Humanos entendeu que é necessário apurar o caso uma vez que há indícios de cerceamento do direito de manifestação do grupo que protestava contra Bolsonaro e de violação do princípio da isonomia por parte da corporação.

“A garantia da segurança pública não pode ser pretexto para a negação do direito de reunião e de manifestação pública do pensamento. Não há colisão de direitos, mas, eventualmente, despreparo do Poder Público para agir de modo a compatibilizá-los harmoniosamente”, escreveram os promotores.

De início, o Ministério Público pede que o comandante geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel Fernando Alencar Medeiros, responda a uma série de questionamentos, incluindo quantas balas de borracha e bombas de efeito moral foram usadas pelos agentes no episódio e se foi aberta apuração na Corregedoria da corporação para apurar o caso.

Após o episódio, o governador João Doria (PSDB) saiu em defesa da corporação. Nas redes sociais, o tucano disse que os agentes agiram pela integridade ‘dos dois lados’.

COM A PALAVRA, A SECRETARIA DE SEGURANÇA DE SÃO PAULO

Até a publicação desta matéria, a reportagem não havia obtido contato com a Secretaria de Segurança de São Paulo e aguarda retorno. O espaço permanece aberto a manifestações.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN