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Imagem referente a Vice-presidente da Colômbia acusa ONU de racismo no debate ambiental

Vice-presidente da Colômbia acusa ONU de racismo no debate ambiental

Francia participou de um encontro na Zona Azul organizado pela presidência da COP30 para discutir aspectos do racismo ambiental, conceito que reconhece como as mudanças climáticas......

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Por CGN

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Imagem referente a Vice-presidente da Colômbia acusa ONU de racismo no debate ambiental

Francia participou de um encontro na Zona Azul organizado pela presidência da COP30 para discutir aspectos do racismo ambiental, conceito que reconhece como as mudanças climáticas afetam de forma desigual povos historicamente oprimidos.

“Quando falamos de racismo ambiental, tenho que começar reconhecendo que as Nações Unidas são racistas”, disse a vice-presidente.

“Na COP16, fizemos um esforço enorme ao lado do Brasil para que reconhecessem oficialmente a categoria dos povos afrodescendentes. E sabem o que disseram? Que não temos uma linguagem contributiva. Não somos uma linguagem, resistimos. Temos cultura e contribuímos para a conservação do meio ambiente”, complementou.

“O colonialismo e a escravidão serviram a estruturas que sustentaram um modelo econômico que hoje esgota a vida no planeta, que expropriam a condição humana de certos povos e que os colocam em condição de inferioridade”, disse a mandatária.

“Não se pode falar simplesmente do clima, como o ar, a água e a terra, sem entender que tudo está conectado. Os mais vulneráveis são as populações racializadas, as populações que são há muito tempo objeto de violências estruturais”, complementou.

Painel Racismo Ambiental e Mudanças Climáticas, na Zona Azul da COP30. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, também participou do evento e endossou as palavras da vice-presidente colombiana. Ela recordou experiências pessoais durante a infância, no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, para destacar como populações mais pobres e racializadas sempre estiveram vulneráveis aos extremos do clima.

“A favela da Maré, quando a gente descia para brincar em algumas partes, a gente sentia muito quando o calor aumentava. Se chovia, e o esgoto ou o valão transbordavam, a gente não podia descer para brincar. Isso é racismo ambiental”, disse Anielle.

“Se você parar para pensar que na Baixada Fluminense o calor é normalmente 4 graus acima da Zona Sul do Rio de Janeiro, por esta ser mais arborizada, isso também é racismo ambiental”, complementou.

“A cada grande tragédia de fogo, de fome, de seca, de sede, de inundação, percebemos o quanto o racismo ambiental está atingindo de forma brutal as populações mais vulneráveis. Esta COP vai pautar esses problemas”, disse a ministra.

“Temos garantido a ampla participação social e a maior participação indígena da história das COPs. Estamos pautando a partir de documentos, como declaração lançada pelo Brasil sobre o racismo ambiental. E vamos continuar nessa agenda de ação com diversas propostas”, complementou.

Fonte: Agência Brasil

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