
Jovem que morreu em acidente na BR-376 é identificado; Motorista deixa filho
O engavetamento envolveu uma van, uma carreta e um caminhão-baú no km 667 da rodovia, por volta das 4h45. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF),...
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Por Fábio Wronski

Um grave acidente ocorrido na madrugada desta quarta-feira (12) na BR-376, em Guaratuba, litoral do Paraná, resultou na morte do caminhoneiro Alisther Hubl do Rosário, de 22 anos. O jovem, natural de Itajaí e morador de Barra Velha (SC), deixa esposa e um filho bebê. Ele era funcionário da NHC Transportes, empresa que lamentou publicamente a perda do colaborador.
O engavetamento envolveu uma van, uma carreta e um caminhão-baú no km 667 da rodovia, por volta das 4h45. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), além da vítima fatal, pelo menos outras três pessoas ficaram feridas. O grupo seguia viagem para o parque temático Beto Carrero World, em Penha (SC).
Em nota, a NHC Transportes manifestou pesar: “Que Deus te receba no melhor lugar que ele tem preparado pra você, que lá de cima você continue cuidando e protegendo a sua família como você fazia com excelência aqui! Somos grato por ter feito parte de nossa empresa e ter se dedicado todos os dias!”. A mãe de Alisther também se manifestou: “Filho, que vazio no coração tô sentido. Te amo eternamente”.
De acordo com relatos colhidos pelo portal ND Mais, o caminhoneiro percebeu a falha dos freios e tentou evitar uma tragédia maior. James, motorista da carreta atingida, afirmou que Alisther tentou desviar dos veículos à frente e acessar a área de escape, mas o local estava obstruído por um carro pequeno. “Pra não atropelar ninguém, tentou pular a mureta, mas acabou batendo”, relatou. “É mais um amigo de estrada que não vai ver o filho, não vai ver a esposa. Essa é a nossa realidade, infelizmente”, completou.
Relatos de sobreviventes
O motorista da van envolvida, Luciano Voyvoda, afirmou que o caminhão-baú trafegava em alta velocidade, cerca de 100 km/h. A van transportava 15 passageiros, que seguiam para um passeio em família. “Era um passeio em família. Havia crianças, pais. Inclusive, uma das passageiras é minha afilhada, que estava no banco atrás de mim”, relatou Luciano ao repórter Kainan Lucas, da Ric RECORD.
No momento do acidente, apenas a faixa da esquerda estava liberada devido a obras na pista, conforme a PRF. O fluxo era lento, entre 5 km/h e 10 km/h, seguindo a sinalização dos operários. Luciano relatou ter sentido uma forte pancada na traseira da van, que foi arremessada contra a mureta de proteção e começou a pegar fogo em seguida. “O incêndio começou no caminhão que colidiu com a gente. A carroceria estava carregada com produtos inflamáveis. Os produtos químicos causaram diversas explosões”, afirmou.
Ferido, Luciano conseguiu se soltar das ferragens e iniciou o resgate dos passageiros, com apoio de outros motoristas e operários. “Um dos motoristas conseguiu uma faca e acabamos cortando os cintos, mas a van começou a se incendiar muito rápido. Eu consegui retirar as crianças e os adultos que estavam presos”, contou.
Testemunhas relataram que o caminhão-baú estava a mais de 100 km/h. João Paulo Marcolino, que presenciou o acidente, afirmou: “O motorista do caminhão veio do lado direito a uns 100 km/h e até nos assustamos. Ele não conseguiu vencer a curva, desviou do pessoal que estava na obra e acabou batendo na van”.
Consequências do acidente
Segundo a PRF, o impacto foi tão intenso que a cabine do caminhão se desprendeu do chassi e ficou presa na traseira da carreta à frente. Alisther morreu no local. Inicialmente, a PRF informou uma morte e 14 feridos, número depois corrigido. Uma criança de oito anos foi socorrida em estado grave ao Hospital do Trabalhador, em Curitiba. Outro jovem da van também ficou gravemente ferido e uma mulher teve ferimentos leves.
O Hospital Municipal São José, em Joinville, informou que seis vítimas do acidente estão internadas na unidade: três homens de 35, 39 e 41 anos e três mulheres de 21, 37 e 38 anos. Todos estão em observação e recebem atendimento médico.
Obras e sinalização na rodovia
O trecho da BR-376 onde ocorreu o acidente passava por obras de reparo do pavimento, programadas e devidamente sinalizadas, segundo a concessionária Arteris Litoral Sul. As obras começaram às 20h30 e estavam previstas para encerrar às 6h. No momento do acidente, apenas a faixa da esquerda estava liberada e a sinalização era reforçada para o período noturno.
O tráfego foi totalmente liberado por volta das 11h15.
As informações são do Portal ND/Banda B.
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