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Maioria dos brasileiros defende que facções criminosas sejam tratadas como grupos terroristas, aponta pesquisa

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O levantamento foi realizado entre os dias 3 e 10 de novembro de 2025, por meio de entrevistas telefônicas com 1.
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Por Diego Cavalcante

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Uma pesquisa do Instituto de Planejamento Estratégico (Ibespe) revela que 72,8% dos brasileiros acreditam que facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) deveriam ser classificadas como organizações terroristas. Em contrapartida, 18,8% discordam da proposta, enquanto 8,4% não souberam ou preferiram não responder.

O levantamento foi realizado entre os dias 3 e 10 de novembro de 2025, por meio de entrevistas telefônicas com 1.010 pessoas em todo o país. A amostra foi estruturada para representar o eleitorado brasileiro, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O instituto é coordenado pelo cientista político Marcelo Di Giuseppe.

Apoio varia por região e perfil

De acordo com o Ibespe, o apoio à medida é mais alto nas regiões Centro-Oeste (80,6%) e Sul (75,4%), enquanto o menor índice foi registrado no Norte (64,8%).
A pesquisa mostra ainda que a proposta tem maior aceitação entre homens (78,7%) do que entre mulheres (67,5%). O grupo mais favorável está na faixa etária de 35 a 44 anos (76,8%), e os evangélicos representam o segmento religioso mais propenso à medida (79,6%).
O recorte político também chama atenção: eleitores de Jair Bolsonaro em 2022 apoiam majoritariamente a ideia (85,9%), enquanto entre os que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva o apoio é de 59,6%.

Debate no Congresso

A discussão sobre a equiparação das facções criminosas ao terrorismo ganhou força nas últimas semanas no Congresso Nacional. Na sexta-feira (7), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), designou o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) — secretário de Segurança de São Paulo licenciado — como relator do projeto de lei antifacção enviado pelo governo federal.

Apesar da pressão política, o governo Lula é contrário à proposta, argumentando que tal classificação poderia abrir brechas para intervenções internacionais, especialmente dos Estados Unidos.
No início do mês, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), chegou a solicitar formalmente ao governo norte-americano que o Comando Vermelho fosse reconhecido como organização terrorista.

Confira a pesquisa na íntegra:

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