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“Avenida mais perigosa do interior do PR”: Acidentes na Avenida Brasil ultrapassam números de 2024

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Entre janeiro e outubro, foram 343 casos.
“Avenida mais perigosa do interior do PR”: Acidentes na Avenida Brasil ultrapassam números de 2024

Por Luiz Haab

Atualizado em

São 12 quilômetros e um número de acidentes que não se compara aos de qualquer outra avenida no interior do Paraná. De 1º de janeiro até 31 de outubro, a Avenida Brasil, em Cascavel, já ultrapassou o número de acidentes do mesmo período do ano passado, quando foi considerada a via mais violenta do interior do estado, ficando atrás apenas da Avenida Comendador Franco, em Curitiba.

Conforme a Transitar, de janeiro a outubro de 2024 haviam sido registrados 337 acidentes ao longo da Avenida Brasil. Neste ano, 343.

Luciane de Moura, coordenadora de Educação no Trânsito da Transitar, falou à CGN sobre esse título que não se pode comemorar, além dos motivos que fazem da principal via da cidade um lugar tão perigoso para pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas em geral.

“Eu posso dizer que a Avenida Brasil é muito sinalizada em toda a extensão. Precisamos mudar o comportamento. Então, o problema está no comportamento, no respeito e na educação das pessoas”, diz.

Na tentativa de modificar o comportamento imprudente de parte dos motoristas, a Transitar pretende diminuir o limite de velocidade em toda a avenida, não apenas no trecho central, onde já foi reduzido para 40km/h. “Onde o trecho é de 60km/h, as pessoas chegam a andar a 80 ou até 100km/h. Então, nós estamos trabalhando na redução da velocidade”, antecipa a coordenadora.

 Luciane de Moura também falou sobre o projeto que será enviado à Câmara de Vereadores para regulamentar patinetes e scooters elétricas com velocidade de até 32km/h. “A resolução 996 do Contran traz pontos determinantes para os ciclomotores [veículos que trafegam acima dessa velocidade]. A partir de 1º de janeiro, todos esses precisarão ser emplacados. Mas precisamos pensar nesses patinetes e outros veículos chamados de ‘autopropelidos’. Por isso, estamos escrevendo um projeto de lei municipal para determinar quem pode, quem não pode, onde pode e como fazer”.

Pela proposta da Transitar, os pais serão cobrados pelas atitudes de menores de idade que andam com patinetes e scotters elétricas de baixa potência. “Os pais serão chamados a responder”, finaliza a educadora.

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