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Lucro da Bunge cresce 141% e atinge US$ 516 milhões no 2º trimestre

No período, a receita recuou 6,3%, de US$ 10,1 bilhões para US$ 9,46 bilhões. O segmento de agronegócio foi responsável pelo montante de US$ 6,81 bilhões...

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Por Agência Estado

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A companhia norte-americana Bunge registrou lucro líquido de US$ 516 milhões (US$ 3,47 por ação) no segundo trimestre deste ano, informou a empresa nesta quarta-feira, 29. O resultado representa alta de 141% ante o lucro líquido obtido em igual período do ano anterior de US$ 214 milhões (US$ 1,43 por ação). Em base ajustada, o lucro líquido foi de US$ 3,88 por ação, ante lucro líquido ajustado de US$ 1,52 por ação obtido em igual intervalo de 2019.

No período, a receita recuou 6,3%, de US$ 10,1 bilhões para US$ 9,46 bilhões. O segmento de agronegócio foi responsável pelo montante de US$ 6,81 bilhões em vendas líquidas, no segundo trimestre deste ano, queda de 3,6%, ante o faturamento de US$ 7,07 bilhões reportado em igual período de 2019. A Divisão de Açúcar e Energia reportou vendas de US$ 26 milhões, recuo de 91% ante os US$ 284 milhões reportados em igual intervalo do ano anterior.

Analistas consultados pela FactSet esperavam lucro líquido ajustado de US$ 1,32 por ação e receita de US$ 9,7 bilhões.

Este foi o sexto trimestre seguido de queda na receita da companhia. Já a alta do lucro líquido interrompe um ciclo de três trimestres consecutivos de prejuízo. Assim como outras empresas do setor, o desempenho da Bunge reflete o cenário instável do mercado de commodities agrícolas, em virtude das incertezas quanto ao cumprimento do acordo comercial entre Estados Unidos e China e dos reflexos em gargalos logísticos e queda no consumo impostos pela pandemia do novo coronavírus.

A companhia atribuiu o resultado trimestral à fortes margens, apesar dos efeitos da pandemia da covid-19. “A Bunge teve um excelente segundo trimestre, com forte desempenho em todos os nossos principais negócios”, disse o CEO da companhia, Greg Heckman, em comunicado divulgado para imprensa e investidores. Segundo a empresa, o segmento de agronegócio se beneficiou das maiores margens de processamento de soja na América do Sul, Europa e Ásia, além de maior oferta por parte dos agricultores brasileiros em meio à valorização do dólar ante o real. Sobre a divisão de óleos vegetais, a Bunge informou que a menor demanda de restaurantes e outros negócios foi compensada pelo aumento da necessidade de óleo para uso doméstico por parte dos canais de processador de alimentos e varejo.

A Bunge disse que os bloqueios relacionados à pandemia da covid-19 não causaram interrupções significativas em sua cadeia de fabricação e fornecimento, uma vez que as instalações da empresa foram consideradas operações essenciais em muitos locais e que conseguiu mitigar problemas de logística e distribuição que surgiram. “Todas as suas plantas em todo o mundo continuaram operando em nível normal ou próximo a ele. A Bunge continua monitorando ações governamentais que podem limitar ou restringir o movimento de produtos ou mercadorias agrícolas ou interromper o fluxo físico de produtos”, informou a empresa.

Para o acumulado de 2020, a companhia disse que agora espera um lucro maior do que o inicialmente esperado, sem especificar as metas. A empresa disse que suas perspectivas para o segmento de agronegócio estão mais positivas que o inicialmente esperado, com base nos resultados do primeiro semestre. Quanto ao segmento de açúcar e bioenergia, a companhia afirmou que as perspectivas diminuíram em relação à previsão anterior, refletindo o impacto da volatilidade cambial observada no primeiro semestre do ano.

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