A farofa com linguiça – por Marcos Formighieri
Por que a renovação do contrato da Sanepar com o município de Foz do Iguaçu, não foi investigada?...
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Por Maycon Corazza
Hoje não tratarei do bom projeto do governador Carlos Massa Jr. a respeito dos condomínios para idosos.Oportunamente voltarei ao assunto, até para alertar o governador a respeito do que pode acontecer no decorrer do processo de contratação e execução das obras.
Como temos noticiado constantemente, entendo que na investigação que o Ministério Publico Federal faz em Foz do Iguaçu em duas operações, Nipoti l e ll e na Pecúlio, muito já foi apurado e muitos estão denunciados, alguns já tendo sido presos e outros estão na porta da cadeia. Algo, contudo, que não entendo é porque a renovação do contrato da Sanepar com o município de Foz do Iguaçu, não foi investigada.
Informantes da Gazeta do Paraná dão conta de que foram levantados junto a empreiteiros da empresa, cerca de 20 milhões de reais a título de propina que foi paga durante o andamento do processo. Olhem, caros amigos e amigas, a Sanepar é uma empresa pública laureada como a melhor do Brasil em saneamento e este reconhecimento é justo, pois o quadro funcional da mesma é da melhor qualidade e dedicação. Contudo, às vezes, até uma empresa com o perfil da Sanepar, é vitima de desatinos e até coisas mais graves, praticadas por diretores, vindos de fora, sem compromisso com a performance da mesma.
É público que Cascavel passa por um período de racionamento de água, por vários motivos, porém os funcionários da Sanepar se desdobram para atender a demanda por água tratada e dentro do possível estão dando conta do agudo problema. Mas, não é apenas a estiagem por que passa toda a região oeste do Estado, a causa da falta de água em Cascavel. O problema decorre do atraso nas obras de captação no Rio São José, cuja empreiteira pensa apenas mais em aditivos do que em entregar a obra e diminuir o racionamento.
Há também que se somar, nesta questão, a “imprudência” da então diretoria da Sanepar, que através do jurídico se omitiu em varias ocasiões, quando a disputa pelo contrato da obra do Rio São José era discutido judicialmente. O relator da ação disse-me uma vez que a letargia como o jurídico da Sanepar tratava do assunto em juízo dava a impressão de haver conluio. Bem também, há que se levar em conta na questão do racionamento em Cascavel, o assoreamento do Lago municipal, que a prefeitura quer que seja feito, como da outra vez pela Sanepar e esta coloca como condição para custear a obra a renovação do contrato com o município que pretende-se antecipar, por alguma razão, para este ano.
Enquanto isto,a população fica sem água e ainda tem que aturar burocratas de quinto escalão afirmarem do alto de sua irresponsabilidade que para as obras iniciarem é preciso chover 90 dias. Piada não é, mas piada maior é a exigência da diretoria da Sanepar de antecipar a renovação do contrato com o município de forma extemporânea. Alguém nos disse que embaixo desta farofa tem linguiça.
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