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Imagem Ilustrativa / IA

Editorial: Quem explora o trabalhador brasileiro?

Vamos aos números — porque contra fatos, nenhum discurso se sustenta...

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Por Redação CGN

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Desde o governo de Getúlio Vargas, que governou de 1930 a 1945 durante o Estado Novo, uma narrativa cuidadosamente construída se instalou no imaginário brasileiro: a do patrão como vilão. Vargas, que se autointitulou o “pai dos pobres” após criar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), sabia muito bem o que estava fazendo. Colocar o trabalhador contra o empregador não era uma defesa dos fracos — era uma estratégia de dominação.

Ao fomentar o conflito entre as duas pontas que realmente movem a economia, Getúlio garantia que o Estado se colocasse como “mediador”, “protetor” e, no fim das contas, como senhor absoluto da relação produtiva. O tempo passou, os presidentes mudaram, mas a farsa permaneceu intacta — e sob o governo Lula, novamente intitulado de “pai dos pobres”, será uma mera coincidência? – Ela retorna com força total.

Mas a pergunta que precisa ser feita é direta e urgente: quem realmente assalta o bolso do trabalhador brasileiro?

Vamos aos números — porque contra fatos, nem discurso populista se sustenta.

Imagine um trabalhador com salário bruto de R$ 4.000. Para muitos, esse valor seria o “custo” desse empregado. Errado. Para o empresário, esse funcionário custa R$ 6.680 por mês. Por quê? Porque o Estado mete a mão em R$ 2.680 através de encargos trabalhistas, contribuições compulsórias e taxas diversas.

Do outro lado, o trabalhador também não escapa do confisco estatal. Dos seus R$ 4 mil, R$ 706 são arrancados automaticamente por meio do INSS, Imposto de Renda e outros descontos. No fim, o que cai na conta é R$ 3.294. Ou seja, entre o que o patrão paga e o que o empregado recebe, o governo embolsa R$ 3.386 — mais do que o trabalhador leva para casa.

Mas não acaba aí. O Estado não se contenta em confiscar salários. Ele também tributa o consumo. E pesado.

Quando o trabalhador vai gastar o pouco que restou. No supermercado, em média 25% de tudo que ele compra é imposto. Na conta de luz, quase 30%. Na gasolina, absurdos 34%. E por aí vai. Apenas sobre gastos básicos, ele deixa mais de R$ 700 por mês em impostos embutidos.

No total, são R$ 701,50 apenas em impostos sobre o consumo. Some isso ao que já foi tomado em folha de pagamento e encargos trabalhistas, e temos um número alarmante: de cada R$ 6.680 pagos pelo empresário, o trabalhador usufrui apenas R$ 2.593. O restante, aproximadamente R$ 4.087, some nas engrenagens do Estado.

E o governo Lula, descaradamente ainda insiste em dizer que o problema é o patrão?

Enquanto isso, a farra continua em Brasília: viagens internacionais luxuosas, comitivas inchadas, e um fundo eleitoral que saltou de R$ 1 bilhão para praticamente R$ 5 bilhões — tudo bancado com o seu suor.

No Brasil real, o pequeno empreendedor mal consegue manter as portas abertas. O autônomo sobrevive com dificuldade. O trabalhador vê seu poder de compra evaporar mês após mês. E o governo finge que “luta pelos pobres” enquanto vive de sugar o sangue de quem produz.

É preciso desmascarar essa velha encenação: o empresário não é o inimigo. Ele é quem investe, emprega, arrisca, paga tributos absurdos e, ainda assim, tenta sobreviver num ambiente hostil. Quando ele cresce, todos ganham — inclusive o próprio trabalhador.

O verdadeiro inimigo do trabalhador veste terno, ocupa cargos públicos e assina decretos sorrindo diante de câmeras. O Estado brasileiro é quem “assalta” o seu salário com eficiência e impunidade.

Porque o problema do Brasil não é o seu patrão.
O problema é um governo que mente para você, drena o seu salário e ainda posa de salvador.

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