
Autoescolas protestam em Cascavel contra mudanças na CNH
Diversos representantes de CFC’s (Centros de Formação de Condutores) da 7ª Ciretran se reuniram saindo da Rua Galibis com destino à Prefeitura Municipal para manifestação que...
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Por Marina Dezem
Nesta quinta-feira (23), às 11h, autoescolas de Cascavel no Paraná realizaram um protesto contra as mudanças na CNH propostas pelo Governo Federal.
Diversos representantes de CFC’s (Centros de Formação de Condutores) da 7ª Ciretran se reuniram saindo da Rua Galibis com destino à Prefeitura Municipal para manifestação que teve início às 12h30.
Nos últimos dias, o Ministério dos Transportes instaurou uma proposta para acabar com a obrigatoriedade das autoescolas no processo de habilitação de motoristas.
Durante o ato, Josiane Barbosa, uma das participantes da mobilização, destacou que o objetivo do movimento é chamar a atenção do governo para a importância das autoescolas no processo de formação.
“Em todo o Brasil a gente está fazendo essa mobilização para que a gente seja visto realmente e haja um amplo debate sobre esse processo de habilitação, porque o ministro só nos colocou como vilão da história, como se a habilitação só partisse da parte cara das autoescolas. Mas existem outros fatores que fazem esse processo ser caro, como toda a parte de impostos estaduais e federais, 40% de taxas do Estado para se dar abertura do processo de habilitação”, explicou Josiane.
Ela também ressaltou que o setor é altamente regulamentado e que qualquer mudança deve ser amplamente discutida.
“A nossa intenção é chamar a atenção para que ele nos ouça. A gente quer, sim, desburocratizar, mas essa imposição veio de cima. Na sala, a gente tem que ter um projeto aprovado pelo Detran, com metragens específicas de sala de aula, pista de moto, veículo todo identificado e adaptado. São exigidos dois diretores — de ensino e geral — e, no mínimo, dois instrutores por categoria. Ou seja, há uma estrutura mínima obrigatória para que a gente possa prestar esse serviço com qualidade”, afirmou.
Segundo Josiane, a categoria não é contrária a melhorias no sistema, mas defende que as mudanças considerem a realidade das autoescolas e a importância do trabalho realizado.
“Se houver menos burocracia para que a gente realize o nosso trabalho, que é de excelência, com certeza haverá avanços. Mas queremos ser ouvidos e participar das decisões”, completou.
Protestos semelhantes foram registrados em diversas cidades brasileiras, com o mesmo objetivo de abrir um diálogo com o Ministério dos Transportes e evitar que as autoescolas sejam excluídas do processo de formação de condutores.
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