
Fertilizante Pirata: Polícia flagra esquema milionário e deflagra operação em Cascavel e outras cidade do Paraná
Os policiais civis foram responsáveis pelo cumprimento de sete mandados de prisão e seis de busca e apreensão. A operação é resultado de investigações iniciadas em...
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Por Fábio Wronski

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu, na manhã desta quarta-feira (22), 13 mandados judiciais em uma operação voltada ao combate de uma quadrilha especializada no desvio e adulteração de fertilizantes. A ação foi realizada simultaneamente nos municípios de Curitiba, Wenceslau Braz e Cascavel, com o objetivo de desmantelar um esquema que, segundo as investigações, causava prejuízos a produtores rurais e comprometia a produtividade agrícola do Estado.
Os policiais civis foram responsáveis pelo cumprimento de sete mandados de prisão e seis de busca e apreensão. A operação é resultado de investigações iniciadas em novembro do ano passado, após a prisão em flagrante de cinco pessoas em um barracão clandestino localizado em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Na ocasião, os agentes flagraram a adulteração de uma carga de fertilizantes.
Durante a abordagem, o proprietário do barracão tentou subornar os policiais oferecendo R$ 150 mil, sendo autuado em flagrante pelo crime de corrupção ativa. Os demais envolvidos foram presos por associação criminosa e receptação qualificada. Um dos detidos admitiu que parte da carga original já havia sido desviada, enquanto o restante seria transportado com nota fiscal adulterada.
As diligências continuaram com o rastreamento da carga, que foi localizada em Wenceslau Braz, no Norte do Estado, em posse do motorista do caminhão responsável pelo transporte. Após análises periciais, foi confirmada a adulteração do material.
O delegado André Feltes, da PCPR, explicou que as investigações permitiram identificar o responsável por criar empresas de fachada, utilizadas para a emissão de notas fiscais falsas. “Com o prosseguimento das investigações iniciadas com a ação de Araucária, chegamos à identidade do indivíduo responsável por criar empresas de fachada para a emissão de notas fiscais frias para que esses fertilizantes fraudados pudessem ser transportados com aparência de legalidade. Esse homem chegava a receber R$ 500 por nota fiscal emitida”, afirmou Feltes.
Além do responsável pelas notas fiscais fraudulentas e do proprietário do barracão, a PCPR identificou que o grupo era composto ainda por três motoristas e outros dois indivíduos ligados diretamente à adulteração dos fertilizantes.
A operação desta quarta-feira representa mais um passo no enfrentamento ao crime organizado no setor agrícola, visando proteger os produtores e garantir a integridade dos insumos utilizados na lavoura.
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