
Polícia Civil caça quadrilha de anabolizantes: luxo, milhões e panelas recheadas
Entre as ordens judiciais executadas estão seis mandados de prisão, seis de busca e apreensão e seis de sequestro de veículos de luxo, avaliados em R$...
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Por Fábio Wronski

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou, na manhã desta quinta-feira (23), uma operação para cumprir 18 mandados judiciais contra um esquema de comercialização ilegal de anabolizantes e medicamentos de origem estrangeira, além de lavagem de dinheiro. A ação, concentrada em Maringá, no Noroeste do Estado, tem como principal objetivo atingir o núcleo financeiro do grupo criminoso, visando desarticular suas operações ilegais.
Entre as ordens judiciais executadas estão seis mandados de prisão, seis de busca e apreensão e seis de sequestro de veículos de luxo, avaliados em R$ 1,2 milhão. Também foram determinados bloqueios de contas bancárias dos investigados. Os policiais civis contaram com o apoio de cães de faro da PCPR para auxiliar na localização de ilícitos durante o cumprimento dos mandados.
Segundo o delegado Leandro Roque Munin, responsável pelas investigações, a operação tem como foco a estrutura patrimonial do grupo criminoso. “Temos como foco a estrutura patrimonial do grupo criminoso para interromper o fluxo de recursos e enfraquecer sua capacidade operacional. A repressão qualificada é essencial para combater o crime organizado de forma eficaz”, afirmou Munin.
As investigações tiveram início após funcionários dos Correios levantarem suspeitas sobre a licitude de algumas encomendas despachadas. Os policiais civis, acionados, encontraram anabolizantes e medicamentos irregulares escondidos dentro de eletrodomésticos. A apuração revelou que o esquema utilizava remetentes falsos e disfarçava os produtos ilícitos em objetos como chaleiras elétricas e panelas de pressão para envio interestadual.
A partir das apreensões e da análise das movimentações financeiras dos suspeitos, a PCPR identificou uma organização criminosa com estrutura definida, responsável por movimentações bancárias superiores a R$ 4 milhões — valores incompatíveis com os rendimentos declarados pelos investigados. O grupo utilizava empresas de fachada, contas de passagem e técnicas avançadas de dissimulação patrimonial para praticar a lavagem de dinheiro de forma estruturada.
Com a operação desta quinta-feira, a Polícia Civil pretende recolher mais elementos de prova sobre a atividade criminosa, dar prosseguimento às investigações, identificar outros possíveis envolvidos, rastrear a origem dos recursos e ampliar a responsabilização criminal dos integrantes do esquema.
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