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MPPR deflagra em Fazenda Rio Grande operação para combater crimes que causaram prejuízo de R$ 10 milhões ao erário

A operação visa desarticular organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública na área da saúde daquele município, notadamente de corrupção ativa e......

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Por Ministério Público do Paraná

O Ministério Público do Paraná deflagrou nesta quinta-feira, 9 de outubro, a Operação Fake Care no Município de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. A investigação foi conduzida pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos (SubJur), e contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para o cumprimento dos mandados expedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná.

A operação visa desarticular organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública na área da saúde daquele município, notadamente de corrupção ativa e passiva, contratação direta ilegal, peculato e lavagem de dinheiro, por servidores públicos e particulares. 
A investigação revelou que a organização criminosa atuava por meio de um modelo de contratação direcionada de empresa que fornecia serviços de testagem domiciliar (testes rápidos) e levantamento estatístico, valendo-se desse estratagema para desviar recursos públicos com a participação de servidores públicos do alto escalão mediante o pagamento de propina. O prejuízo total ao erário fazendense apurado até o momento ultrapassa R$ 10 milhões.

Foram expedidos mandados de prisão preventiva contra cinco indivíduos. Em adição, foi determinada a suspensão do exercício da função pública de quatro deles, e o consequente afastamento dos respectivos cargos. O Tribunal de Justiça também autorizou a realização de buscas e apreensões em diversos endereços, incluindo residências, gabinetes na prefeitura, sedes de escritórios, nos municípios de Curitiba e Fazenda Rio Grande.
Por força de sigilo legal determinado judicialmente, no momento não será possível identificar os implicados ou fornecer detalhes outros, dados estes que serão tornados públicos assim que afastado o decreto de sigilo.

[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: MPPR

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