CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a Deputado Pacheco propõe lei para notificar abortos à SESA-PR

Deputado Pacheco propõe lei para notificar abortos à SESA-PR

De acordo com o texto, os estabelecimentos de saúde deverão encaminhar relatórios mensais com informações anonimizadas sobre os procedimentos realizados, incluindo o número total de casos,...

Publicado em

Por Redação CGN

Publicidade
Imagem referente a Deputado Pacheco propõe lei para notificar abortos à SESA-PR

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) aprovou, nesta terça-feira (07), o Projeto de Lei nº 830/2025, de autoria do deputado estadual Marcio Pacheco (PP), que propõe tornar obrigatória a comunicação de abortamentos — espontâneos ou provocados — por parte de hospitais, clínicas e maternidades públicas e privadas à Secretaria de Estado da Saúde (SESA).

De acordo com o texto, os estabelecimentos de saúde deverão encaminhar relatórios mensais com informações anonimizadas sobre os procedimentos realizados, incluindo o número total de casos, idade gestacional, técnica utilizada, justificativa legal ou clínica, além de dados sobre complicações e óbitos.

A proposta determina ainda que a SESA organize e publique os dados em até 30 dias, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Para o deputado Marcio Pacheco, a iniciativa tem caráter de transparência e de fortalecimento das políticas públicas, sem interferir na legislação vigente que trata dos permissivos legais para a prática do aborto. “A importância de termos acesso a essas informações está em promover políticas públicas que evitem a perda de vidas humanas — seja de bebês, nascidos ou não, seja de mulheres. A proposta não discute os permissivos legais do aborto, tampouco legitima sua prática. Limita-se a criar mecanismos de notificação para fins estatísticos e de formulação de políticas públicas voltadas à preservação da vida humana, da mulher e da criança em todas as suas fases”, afirmou o parlamentar.

Pacheco também enfatizou a necessidade de conscientização sobre a corresponsabilidade entre homem e mulher diante de uma gravidez. “É fundamental que a sociedade compreenda que a responsabilidade é compartilhada. O homem também deve ser chamado a assumir suas obrigações, especialmente em casos de violência sexual, em que a responsabilização do agressor deve ser clara e inequívoca”, destacou.

O deputado lembra que, segundo dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, o número de mortes maternas por complicações pós-aborto caiu de 79 casos em 2010 para 51 em 2021. Para ele, a coleta e análise detalhada dos dados no Paraná permitirá identificar áreas de maior vulnerabilidade, desenvolver campanhas educativas e fortalecer políticas de apoio psicológico, social e familiar às mulheres, além de incentivar a entrega voluntária para adoção.

O projeto de lei que teve parecer favorável da relatora deputada estadual Mabel Canto, líder da Bancada Feminina, segue agora para a Comissão de Saúde Pública, e na sequência, ao Plenário da ALEP.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN