
Mulher finge que vai comprar cigarro e pede socorro em bilhete após ser ameaçada com vídeo íntimo
A mulher foi localizada em estado de choque, com lesões no pescoço, rosto e seios, segundo o relatório policial. O agressor, seu companheiro, foi preso na...
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Por Diego Cavalcante

O bilhete deixado em um banheiro de conveniência foi a única chance de escapar. Nele, uma mulher escreveu às pressas: “Estou em cárcere privado, 190”, junto com o próprio endereço. O pedaço de papel higiênico, encontrado por um funcionário do estabelecimento no bairro Gasparinho, em Gaspar (SC), levou a Polícia Militar até a casa onde ela era mantida sob ameaças e violência.
A mulher foi localizada em estado de choque, com lesões no pescoço, rosto e seios, segundo o relatório policial. O agressor, seu companheiro, foi preso na manhã de sábado (5), poucas horas após o pedido desesperado de socorro.
Dias de medo e humilhação
De acordo com o relato da vítima, os episódios de violência vinham se repetindo. Ela contou que foi agredida diversas vezes, obrigada a manter relações sexuais sob ameaça e ainda forçada a gravar um vídeo íntimo, que o homem dizia que divulgaria em redes sociais e grupos de WhatsApp caso ela tentasse fugir.
No momento do resgate, os policiais precisaram arrombar a porta da casa, já que o suspeito se recusava a abrir. “A guarnição conseguiu visualizar pela janela um homem muito nervoso no interior da residência. Diante da recusa, foi necessário forçar a entrada”, descreve o boletim da PM.
Medida protetiva ignorada
A mulher revelou que já possuía uma medida protetiva contra o agressor, com quem havia terminado o relacionamento há seis meses. No entanto, o casal voltou a se ver na terça-feira (30), e em apenas três dias a violência recomeçou. No último episódio, o homem teria quebrado o celular da vítima após ela se recusar a desbloquear o aparelho.
Histórico extenso de ocorrências
Após ser preso, o suspeito foi encaminhado à delegacia e deverá passar por audiência de custódia. De acordo com a Polícia Civil, ele possui 44 boletins de ocorrência registrados, embora os detalhes não tenham sido divulgados.
O caso, que começou com um simples pedido de ajuda escrito em um pedaço de papel, expôs mais uma vez o perigo enfrentado por mulheres presas em ciclos de violência — e a importância de qualquer oportunidade de pedir socorro.
Com informações do NSC Total
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