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Foto: Polícia Penal do Paraná

Evento encerra Setembro Amarelo com atividades de valorização da vida para custodiados, em Cascavel

Durante todo o mês, os professores do Ceebja trabalharam de forma interdisciplinar a temática, reforçando a importância da educação como instrumento de transformação e ressignificação da...

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Por Diego Cavalcante

Foto: Polícia Penal do Paraná

A Penitenciária Industrial Marcelo Pinheiro – Unidade de Progressão (PIMP-UP), localizada em Cascavel, no oeste do estado, promoveu nesta terça-feira (30) o encerramento das atividades da campanha Setembro Amarelo, mês dedicado à valorização da vida e à prevenção do suicídio. A ação foi desenvolvida pelo Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (Ceebja) Wilson Antônio Neduziak, em parceria com psicólogos e instituições religiosas, envolvendo mais de 140 alunos matriculados na unidade penal, nos períodos da manhã e da tarde.

Durante todo o mês, os professores do Ceebja trabalharam de forma interdisciplinar a temática, reforçando a importância da educação como instrumento de transformação e ressignificação da vida.

Para finalizar as atividades, os estudantes participaram de palestras, momentos de acolhida por meio da música e reflexões de cunho religioso, em um ambiente voltado à esperança e ao fortalecimento emocional.

“Encerrar o Setembro Amarelo com uma ação de valorização da vida dentro do ambiente prisional é muito significativo, pois, em um espaço onde a liberdade já está cerceada, iniciativas como esta representam esperança e fortalecem o processo de reintegração social. Ao integrar Segurança Pública, Educação e Saúde, ampliamos as possibilidades de transformação, enriquecendo o trabalho da Polícia Penal e reafirmando nossa missão de preparar os privados de liberdade para um retorno mais digno à sociedade, dando também sentido humano ao que é desenvolvido nas unidades prisionais”, destacou o vice-diretor da PIMP-UP, Rafael Marcante.

A pedagoga Hosana Dias, responsável pela organização do evento, destacou que o objetivo da ação foi integrar aspectos educacionais, psicológicos e espirituais, promovendo um espaço de reflexão e pertencimento: “Trabalhar com os alunos a valorização da vida, a importância de ser gratos pela oportunidade que eles têm e, de certa forma, trabalhar a educação como forma de reintegração social, que é o que nós da escola acreditamos. A parte espiritual atrelada à psicológica fortalece, dá sentido e significado, e eles gostam dessas atividades. Atrelado à educação, conseguimos visualizar um momento de esperança para eles”, contou.

O psicólogo e professor Luiz Fernando Granetto, que já desenvolve um projeto de estágio na PIMP-UP, também ressaltou a importância de ampliar o debate para além da palavra suicídio, destacando a saúde mental e o cuidado coletivo como focos centrais: “A gente procura colocar o foco na vida e na saúde mental. Hoje existem muitos mecanismos de apoio psicológico, inclusive gratuitos, em universidades, Centros de Referências em Assistências Sociais (CRAS) e institutos sociais. O mais importante é entender que não há problema em pedir ajuda. Ninguém precisa enfrentar tudo sozinho”, comentou.

A iniciativa reforça o compromisso da PPPR, em parceria com a área da educação e com profissionais da saúde, na promoção de ações voltadas à dignidade humana, ao acolhimento e ao fortalecimento de vínculos dentro do ambiente prisional.

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