
Morre homem baleado por policial civil em bar de Curitiba
A morte foi confirmada pela filha da vítima, Julia Antunes Reppold Marinho, em publicações nas redes sociais. Antônio estava internado em estado grave no Hospital Evangélico...
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Por Diego Cavalcante
Morreu na manhã desta quarta-feira (1) o vendedor Antônio Carlos Antunes, de 51 anos, baleado por um policial civil de folga dentro do BarBaran, tradicional estabelecimento localizado na Alameda Augusto Stellfeld, no Centro de Curitiba. O caso aconteceu na noite de sexta-feira (26) e vinha sendo investigado pela Polícia Civil.
A morte foi confirmada pela filha da vítima, Julia Antunes Reppold Marinho, em publicações nas redes sociais. Antônio estava internado em estado grave no Hospital Evangélico Mackenzie desde o dia do disparo. Na terça-feira (30), passou por uma nova cirurgia para tratar ferimentos causados pelo tiro que atingiu o abdômen, mas não resistiu.
Versões sobre o disparo
O policial civil responsável pelo tiro foi preso em flagrante e prestou depoimento ainda no fim de semana. Ele afirmou que o disparo ocorreu durante uma briga no banheiro masculino do bar.
Segundo o relato do agente, o conflito começou quando ele retirou um copo que estava sobre a pia, usado para obstruir a torneira, a fim de lavar as mãos. Nesse momento, Antônio teria se identificado como dono do copo e iniciado uma série de xingamentos.
Na versão do policial, ao tentar deixar o banheiro, foi impedido pela vítima, que o teria empurrado contra a porta e desferido socos em seu rosto. O agente disse ter se identificado como policial mais de uma vez e que, ao se ver encurralado pela porta que abria para dentro, sacou a arma. Ele declarou que pretendia atingir as pernas do homem, mas o disparo acabou acertando o tórax.
Investigações em andamento
O caso segue sob responsabilidade da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Corregedoria da Polícia Civil, que apuram se houve ou não legítima defesa. A perícia da Polícia Científica também foi realizada no local.
Familiares da vítima contestam a versão apresentada pelo policial e cobram justiça.
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