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Larica lanches: Delegado fala sobre delivery de drogas realizado em Cascavel e Toledo

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As equipes policiais cumpriram dez mandados de prisão preventiva contra suspeitos pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Larica lanches: Delegado fala sobre delivery de drogas realizado em Cascavel e Toledo

Por Fábio Wronski

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu na manhã desta terça-feira (30) dez pessoas investigadas por integrar uma organização criminosa especializada no tráfico de drogas, que atuava sob disfarce de uma empresa de delivery de alimentos. A operação foi realizada simultaneamente nas cidades de Toledo, Cascavel, Guarapuava e Goioerê, com apoio da Polícia Militar do Paraná e uso de helicóptero da PCPR.

As equipes policiais cumpriram dez mandados de prisão preventiva contra suspeitos pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Duas pessoas não foram localizadas durante a operação e são consideradas foragidas.

Além das prisões, foram executadas nove ordens de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Nos locais, foram apreendidas porções de maconha e cocaína, uma arma de fogo, R$ 2,7 mil em espécie e diversos apetrechos utilizados no tráfico de drogas.

Segundo as investigações, a organização criminosa era sediada em Toledo e realizava o tráfico de maconha e cocaína para a região. Para mascarar a atividade ilegal, o grupo utilizava uma empresa de fachada denominada Top Lanches. “Eles realizavam a entrega dos entorpecentes utilizando mochilas e embalagens personalizadas com o logotipo da marca falsa”, explicou o delegado da PCPR Leandro Stabile.

A apuração revelou uma estrutura interna organizada, com hierarquia e divisão de tarefas entre os membros do grupo. As funções estavam distribuídas entre comando, gerência operacional (responsável pela logística, turnos de entregadores, fracionamento da droga e recebimento de valores), contabilidade, arrecadação e distribuição dos entorpecentes.

Os pedidos e ordens de entrega eram transmitidos por meio de aplicativo de mensagens, e os entregadores atuavam em turnos, utilizando motocicletas. Para dificultar a ação policial, os registros contábeis eram mantidos em cadernos, que eram periodicamente destruídos.

“Ao longo das apurações, arrecadamos diversos elementos de prova sobre a prática criminosa. Antes da deflagração da operação, havíamos apreendido drogas e realizado a análise de dados que demonstraram a movimentação de R$ 100 mil oriundos do tráfico”, afirmou o delegado Leandro Stabile.

Os dez presos foram encaminhados ao sistema penitenciário. A PCPR segue em diligências para localizar e prender os dois foragidos.

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