Os países com mais Bolas de Ouro: o lugar do Brasil na história do prêmio
Publicado em

Por Redação CGN
Atualizado em: 27/09/2025 às 20:28
O Ballon d’Or (Bola de Ouro) é, desde 1956, o prêmio individual mais prestigioso do futebol mundial. Criado pela revista francesa France Football, ele reconhece anualmente o melhor jogador do planeta, levando em conta atuações por clubes e seleções. Ao longo de quase sete décadas, o troféu já foi conquistado por lendas de diferentes nacionalidades, criando um verdadeiro mapa histórico dos países mais influentes no futebol.
Mas para nós, brasileiros, o foco é inevitável: qual o papel do Brasil nessa lista? Quem foram os craques que representaram o país na elite do futebol mundial e ajudaram a colocar a amarelinha entre os gigantes da história do Ballon d’Or? E mais: conhecer esses dados históricos pode até ajudar quem gosta de prever tendências do futebol — seja em conversas de bar ou mesmo em apostas futuras sobre o próximo vencedor da Bola de Ouro, talvez aproveitando um código de indicação betano para transformar esse conhecimento em vantagem.
O ranking geral: a força dos europeus e o domínio sul-americano de Messi
Antes de destacar a trajetória brasileira, vale observar o quadro geral. O levantamento mais recente mostra quais países mais vezes tiveram seus jogadores consagrados com a Bola de Ouro, revelando a distribuição histórica do prêmio entre diferentes nações e lendas do futebol.
10º Espanha – 2 Bolas de Ouro (2 jogadores)
- Luis Suárez (1960)
- Rodri (2023)
9º URSS/Ucrânia – 4 Bolas de Ouro (4 jogadores)
- Lev Yashin (1963)
- Oleg Blokhin (1975)
- Igor Belanov (1986)
- Andriy Shevchenko (2004)
8º Inglaterra – 5 Bolas de Ouro (4 jogadores)
- Stanley Matthews (1956)
- Bobby Charlton (1966)
- Kevin Keegan (1978, 1979)
- Michael Owen (2001)
7º Brasil – 5 Bolas de Ouro (4 jogadores)
- Ronaldo Fenômeno (1997, 2002)
- Rivaldo (1999)
- Ronaldinho Gaúcho (2005)
- Kaká (2007)
6º Itália – 5 Bolas de Ouro (5 jogadores)
- Omar Sívori (1961)
- Gianni Rivera (1969)
- Paolo Rossi (1982)
- Roberto Baggio (1993)
- Fabio Cannavaro (2006)
5º Portugal – 7 Bolas de Ouro (3 jogadores)
- Eusébio (1965)
- Luís Figo (2000)
- Cristiano Ronaldo (2008, 2013, 2014, 2016, 2017)
4º Holanda – 7 Bolas de Ouro (3 jogadores)
- Johan Cruyff (1971, 1973, 1974)
- Marco van Basten (1988, 1989, 1992)
- Ruud Gullit (1987)
3º Alemanha – 7 Bolas de Ouro (5 jogadores)
- Gerd Müller (1970)
- Franz Beckenbauer (1972, 1976)
- Karl-Heinz Rummenigge (1980, 1981)
- Lothar Matthäus (1990)
- Matthias Sammer (1996)
2º França – 7 Bolas de Ouro (5 jogadores, mais Dembélé citado na nova geração)
- Raymond Kopa (1958)
- Michel Platini (1983, 1984, 1985)
- Jean-Pierre Papin (1991)
- Zinédine Zidane (1998)
- Karim Benzema (2022)
- (Dembélé ainda não venceu, mas aparece como representante da nova geração francesa)
1º Argentina – 8 Bolas de Ouro (1 jogador)
- Lionel Messi (2009, 2010, 2011, 2012, 2015, 2019, 2021, 2023)
Esse panorama mostra duas tendências claras: de um lado, o domínio europeu, com países que historicamente sediam os clubes mais ricos e competitivos; do outro, a presença sul-americana garantida quase exclusivamente pela genialidade de Messi e pelo legado brasileiro.
O Brasil no cenário do Ballon d’Or
O Brasil conquistou 5 Bolas de Ouro, distribuídas entre quatro jogadores que marcaram época:
- Rivaldo (1999) – No auge pelo Barcelona, Rivaldo foi eleito melhor do mundo após temporadas memoráveis, combinando gols de falta, dribles desconcertantes e atuações decisivas.
- Ronaldinho Gaúcho (2005) – Talvez o jogador mais carismático da história recente, levou a Bola de Ouro após encantar o mundo com a camisa do Barça, especialmente nas noites de Champions League.
- Kaká (2007) – O último brasileiro a conquistar o prêmio. Brilhou pelo Milan, levando o clube ao título da Liga dos Campeões e superando Cristiano Ronaldo e Messi.
- Ronaldo Fenômeno (1997 e 2002) – Bicampeão do prêmio, Ronaldo foi a cara da Seleção Brasileira nos anos 90 e 2000. Ganhou o Ballon d’Or ainda jovem, no Barcelona, e depois no auge, em 2002, quando liderou o Brasil ao pentacampeonato mundial.
O impacto desses craques vai além dos números. Eles ajudaram a consolidar a imagem do Brasil como “o país do futebol espetáculo”, exportando talento e encantando torcedores de todos os cantos do mundo.
Comparando com outros gigantes
Enquanto o Brasil soma 5 troféus, países como Alemanha, França, Holanda e Portugal já ultrapassaram essa marca. O que explica essa diferença?
- Critério europeu – Até 1995, apenas jogadores europeus podiam disputar o prêmio, o que deixou de fora lendas brasileiras como Pelé, Garrincha, Zico e Romário. Hoje se reconhece que muitos deles teriam vencido se a regra fosse diferente.
- Messi e Cristiano Ronaldo – A “era moderna” foi dominada quase em exclusividade pelos dois, dificultando que outros brasileiros como Neymar, por exemplo, conseguissem espaço.
- Regularidade coletiva – Muitos vencedores europeus se beneficiaram do domínio de seus clubes (Barcelona, Real Madrid, Milan, Bayern), algo que só alguns brasileiros tiveram acesso no auge.
Ainda assim, a presença de quatro nomes diferentes coloca o Brasil como um dos países mais diversos na galeria do prêmio.
Os brasileiros que ficaram no quase
Além dos vencedores, o Brasil teve inúmeros finalistas que poderiam ter levado a Bola de Ouro:
- Pelé – Considerado por muitos o maior da história, nunca pôde concorrer oficialmente, mas a France Football reconheceu em 2016 que ele teria vencido 7 Bolas de Ouro se pudesse disputar.
- Zico – O “Galinho de Quintino” foi 3º colocado em 1977, mas seu talento merecia mais reconhecimento.
- Romário – Eleito melhor do mundo pela FIFA em 1994, mas ficou fora da Bola de Ouro devido às regras da época.
- Neymar – Terceiro colocado em 2015 e 2017, foi o brasileiro mais próximo de quebrar a hegemonia Messi-Cristiano.
Esses casos reforçam que o Brasil poderia estar ainda mais alto no ranking se as condições fossem diferentes.
A rivalidade com a Argentina
O contraste mais marcante para os brasileiros é ver a Argentina no topo da lista com 8 Bolas de Ouro, todas conquistadas por um único jogador: Lionel Messi.
Messi se tornou o maior símbolo da premiação, elevando o nome da Argentina a patamares que nenhum outro país conseguiu atingir de forma tão concentrada. Essa diferença cria uma narrativa especial: enquanto o Brasil teve uma diversidade de craques vencedores, a Argentina dependeu de uma única lenda para superar todos.
É inevitável que esse domínio de Messi alimente debates entre torcedores brasileiros e argentinos, reforçando a eterna rivalidade do futebol sul-americano.
O caso da França e a nova geração
Outro destaque é a França, que soma 7 Bolas de Ouro, com nomes lendários como Platini, Zidane e Benzema. A novidade recente é a inclusão de jovens como Ousmane Dembélé, citado como parte da nova geração capaz de dar continuidade a essa tradição. A França vive um ciclo muito forte de formação de talentos, o que pode aumentar ainda mais sua presença no ranking nos próximos anos.
O ranking dos países com mais Bolas de Ouro mostra um equilíbrio entre o poder europeu e o talento sul-americano. O Brasil, com suas 5 conquistas, ocupa uma posição de destaque, ainda que poderia estar muito mais alto se Pelé, Romário e outros tivessem tido a chance de disputar em igualdade.
Comparado à Argentina de Messi, os brasileiros se orgulham de terem tido múltiplos vencedores, cada um representando uma era diferente do futebol mundial. Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho e Kaká não apenas ganharam troféus: eles conquistaram corações, marcaram épocas e ajudaram a definir o que é o futebol brasileiro.
Quem pode ser o próximo vencedor da Bola de Ouro em 2026?
A disputa pelo Ballon d’Or de 2026 promete ser uma das mais abertas dos últimos anos. Nomes como Kylian Mbappé e Erling Haaland seguem como favoritos naturais, pela regularidade em Champions League e nas suas seleções. Do lado sul-americano, cresce a expectativa em torno de Vinícius Júnior, cada vez mais protagonista no Real Madrid e apontado como o principal brasileiro capaz de quebrar a hegemonia europeia. Além dele, jovens como Endrick e Jude Bellingham podem surpreender, dependendo do desempenho em torneios internacionais. Nesse cenário, conhecer o histórico das conquistas ajuda a projetar tendências — e até orientar palpites sobre quem levantará o troféu em 2026.
Enquanto isso, França, Alemanha, Holanda e Portugal seguem como rivais de peso, e a luta pelo próximo Ballon d’Or promete ser ainda mais acirrada. Para os torcedores brasileiros, resta a expectativa: quem será o próximo craque a levantar a Bola de Ouro em nome do Brasil?