
Famílias do Paraná dizem sim: Estado lidera doação de órgãos e bate recorde
De acordo com dados do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), entre janeiro e junho deste ano, foram realizadas 854 entrevistas com famílias paranaenses, resultando em 236...
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Por Fábio Wronski

O Paraná consolidou-se como referência nacional na doação de órgãos ao registrar, em 2024, a menor taxa de recusa familiar do País: apenas 28%, frente à média nacional de 46%. O resultado é atribuído à abordagem profissional e sincera adotada pelas equipes de saúde no Estado, superando os índices dos demais estados brasileiros.
De acordo com dados do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), entre janeiro e junho deste ano, foram realizadas 854 entrevistas com famílias paranaenses, resultando em 236 recusas. Em todo o Brasil, no mesmo período, foram 8.915 entrevistas e 4.083 recusas. No recorte semestral mais recente, a taxa de recusa no Paraná oscilou para 31% (119 recusas em 383 entrevistas), enquanto a média nacional manteve-se em 45%. No mesmo intervalo, São Paulo registrou 39% de recusas e o Rio Grande do Sul, 47%.
O desempenho do Paraná contrasta com estados que apresentam índices elevados de recusa familiar, como Tocantins (84%), Amazonas (77%) e Mato Grosso (76%). Entre os estados do Sul e Sudeste, os percentuais também são superiores aos paranaenses: Rio Grande do Sul (47%), Minas Gerais (42%), São Paulo (40%) e Rio de Janeiro (35%).
O êxito alcançado no Paraná é resultado do trabalho das Comissões Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) e do gesto solidário dos familiares dos potenciais doadores. O Estado conta com 70 comissões instaladas em hospitais, envolvendo mais de 700 profissionais de diferentes áreas, como médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais.
Essas comissões são responsáveis por identificar potenciais doadores, acolher e entrevistar as famílias, além de organizar o processo de captação de órgãos em parceria com a Central Estadual de Transplantes e demais instituições. No Brasil, a doação de órgãos depende obrigatoriamente do consentimento familiar, mesmo quando o paciente manifestou o desejo em vida.
Segundo o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, a atuação das comissões é fundamental para garantir a condução ética e segura do processo de doação, com respeito aos envolvidos. “A taxa de autorização familiar, que considera apenas os doadores elegíveis, excluindo pacientes com contraindicação clínica, é o principal indicador da efetividade do processo de doação”, afirmou. “Somos destaque nacional em doação de órgãos. O trabalho conjunto, as capacitações, a dedicação dos profissionais nesse processo, além, claro, da estrutura que o Paraná dispõe e a solidariedade e a consciência das famílias nos levam a esse protagonismo”, completou.
Em 2015, o Paraná ocupava a quinta posição no ranking da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Nos anos de 2023 e 2024, com 42,5 e 42,3 doações por milhão de população (pmp), respectivamente, o Estado alcançou a liderança nacional em doação de órgãos. Dados parciais de 2025 indicam que o Paraná ocupa a segunda colocação entre os estados brasileiros, atrás apenas de Santa Catarina.
Em setembro, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, estados e municípios promovem campanhas educativas. O Dia Nacional da Doação de Órgãos, instituído pela Lei Federal nº 11.584/2007, é celebrado em 27 de setembro.
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