
Unhas arrancadas e controle remoto na região íntima: manicure é encontrada morta em motel
As câmeras de segurança do local flagraram o momento em que ela chegou de moto acompanhada de Djalma Diego Oliveira Deodato, 25 anos, estudante de engenharia...
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A manicure Júlia Ramilly dos Santos Silva, de 20 anos, foi encontrada morta em um quarto de motel localizado na rodovia PE-22, na manhã de terça-feira (23), na região metropolitana de Recife. Mãe de uma menina de cinco anos, a jovem lutou até o fim contra o agressor, mas não resistiu.
As câmeras de segurança do local flagraram o momento em que ela chegou de moto acompanhada de Djalma Diego Oliveira Deodato, 25 anos, estudante de engenharia elétrica e estagiário em uma empresa terceirizada. Ele é apontado como suposto namorado da vítima. O casal entrou no estabelecimento às 4h39. Três horas depois, Djalma saiu sozinho, pagou a conta e disse na recepção que a jovem estava dormindo.
Pouco antes das 9h, uma camareira encontrou o corpo da vítima. Júlia estava de bruços na cama, coberta por um lençol. O quarto apresentava sinais de luta, com roupas e objetos espalhados. Unhas postiças arrancadas no chão evidenciavam a tentativa desesperada de defesa.
Segundo a perícia, a causa da morte foi estrangulamento. Um detalhe cruel marcou a cena: um controle remoto foi encontrado introduzido dentro da região íntima da vítima. O suspeito foi localizado horas depois no bairro do Janga, onde trabalhava como estagiário.
Mesmo diante das imagens de câmeras, negou o crime. A Polícia Militar informou que ele aparentava estar sob efeito de drogas e demonstrava frieza no momento da prisão. Djalma já havia sido preso por tráfico de drogas e estelionato. Chegou a usar tornozeleira eletrônica até o início deste ano. No celular dele, a polícia encontrou conversas com garotas de programa e registros de encontros marcados.
Exames do Instituto de Medicina Legal vão apurar se houve violência sexual, já que Júlia foi encontrada parcialmente despida, com a blusa rasgada. A Polícia Civil investiga se ela realmente mantinha um relacionamento com o suspeito ou se o encontro havia sido combinado pouco antes do crime.
Júlia trabalhava como nail designer e sonhava em dar uma vida melhor à filha pequena. Amigos e familiares descrevem a jovem como batalhadora e cheia de planos. Sua morte expõe, mais uma vez, a realidade de centenas de mulheres vítimas de feminicídio no país.
Fonte: CM7 Brasil
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