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Paraná registra onda de ataques de cães; donos podem ser presos por omissão

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No último domingo (21), uma criança de 3 anos foi vítima de ataque de cachorro no quintal de casa, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba.
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Foto: Reprodução/CGN

Por Fábio Wronski

Atualizado em

Dados do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) revelam que quase 300 ataques de cachorros já foram registrados em todo o estado em 2025. A maioria das ocorrências acontece dentro do ambiente doméstico, segundo informações oficiais.

No último domingo (21), uma criança de 3 anos foi vítima de ataque de cachorro no quintal de casa, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. A menina sofreu ferimentos graves na cabeça e no rosto. Durante a tentativa de conter o animal, a babá da criança também ficou machucada. Ambas precisaram de atendimento do CBMPR.

Outro caso recente ocorreu nesta terça-feira (23), no bairro Cajuru, em Curitiba. Uma mulher foi atacada por um cão de 16 anos, pertencente à família desde filhote. Segundo o CBMPR, a vítima teve ferimentos em um dos braços e foi socorrida pelo Siate.

Diante do aumento dos registros, o CBMPR orienta a população sobre como agir diante de cães potencialmente agressivos, tanto em ambientes públicos quanto privados. A recomendação inicial é evitar contato, manter distância e acionar autoridades competentes, como a prefeitura do município ou os números de emergência.

A capitã Luisiana Guimarães Cavalca, do CBMPR, alerta para situações de risco: “Quando se mexe na comida ou em um brinquedo do cachorro, ele pode se tornar muito agressivo. Mesmo dóceis, os cães podem ter atitudes inesperadas por instinto de defesa, o que exige atenção”.

Em caso de ataque, a orientação é agir com cautela para evitar novas vítimas. “Pode-se jogar água com um balde ou mangueira para assustar o animal. Mesmo um extintor de incêndio pode ser usado”, explica a capitã. Em situações extremas, um cabo de vassoura pode ser colocado entre os molares do cão para que ele solte a vítima. “É importante ressaltar que bater no cachorro ou puxá-lo não vai fazer com que solte e pode inclusive piorar a lesão de quem está sendo atacado”, acrescenta.

A capitã também destaca sinais de alerta nos cães, como rosnados, olhares fixos e cabeça baixa em relação ao corpo. Nessas situações, a recomendação é afastar-se e buscar um local seguro.

Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná pelo telefone 193, relatar a ocorrência e aguardar o socorro.

No caso de ataques em vias públicas, os tutores dos animais podem ser responsabilizados judicialmente. O delegado-chefe da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), Guilherme Dias, explica que a omissão de cautela pode resultar em prisão de 10 dias a 2 meses ou multa, conforme a Lei das Contravenções Penais. Em casos de lesão corporal, a pena pode chegar a 3 meses a um ano de detenção. A Polícia Civil do Paraná orienta que boletins de ocorrência sejam registrados sempre que houver ataques envolvendo cães com donos, seja presencialmente nas delegacias ou on-line pelo site oficial da corporação.

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