
Dívida de R$ 255 mil termina em quatro corpos na mata; Quem são as vítimas de Icaraíma?
Robishley Hirnani De Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza foram encontrados mortos nas proximidades da região conhecida como Mata do...
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Por Fábio Wronski

A localização dos corpos de quatro homens desaparecidos desde 5 de agosto encerrou, nesta sexta-feira (19), um caso que mobilizou famílias e autoridades por mais de um mês no Noroeste do Paraná. As informações são da Banda B.
Robishley Hirnani De Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza foram encontrados mortos nas proximidades da região conhecida como Mata do Tenente, em Icaraíma. Segundo a Polícia Civil do Paraná, tudo indica que os quatro foram vítimas de uma emboscada armada pelos devedores.
Os corpos estavam a cerca de 500 metros de onde havia sido localizada a caminhonete Fiat Toro utilizada pelo grupo, veículo que apresentava marcas de tiros e vestígios de sangue. A descoberta foi possível graças a uma carta anônima que levou os investigadores até a área de mata.
O desaparecimento teve início após o grupo se dirigir a uma propriedade rural para cobrar uma dívida de R$ 255 mil. De acordo com informações da polícia, três dos quatro mortos já haviam sido encaminhados à delegacia em ocasiões anteriores, sempre relacionadas a cobranças de dívidas, mas sem histórico de agressão. Um dos integrantes, Diego Henrique Afonso, chegou a manifestar preocupação com a cobrança, pois sabia que um dos devedores andava armado.
Histórico das vítimas
Robishley Hirnani De Oliveira, de 53 anos, era vendedor, pai de dois filhos e casado há dez anos. Além de atuar na venda de carros, casas e sítios, realizava cobranças de dívidas ocasionalmente, junto dos amigos Rafael e Diego. Era descrito como um homem trabalhador e discreto, com vida dedicada à família. Sua esposa registrou o desaparecimento na Polícia Civil de São José do Rio Preto (SP), relatando que, no último contato, Robishley demonstrou preocupação com a viagem ao Paraná.

Rafael Juliano Marascalchi, de 43 anos, era casado, pai, dedicado à família e à igreja. Conhecido por homenagear a esposa e os filhos nas redes sociais, Rafael também já havia sido conduzido à delegacia em outras cobranças, sem histórico de violência. Durante o período do desaparecimento, sua esposa relatou dificuldades para dormir e manteve a esperança de que ele estivesse vivo.

Diego Henrique Afonso, de 39 anos, vivia em Olímpia (SP) com a esposa, com quem era casado há 13 anos. Era descrito como tranquilo, trabalhador e persistente. Na manhã do desaparecimento, Diego falou com a esposa e prometeu tentar resolver a negociação, mas expressou receio diante da possibilidade de violência por parte dos devedores.

Alencar Gonçalves de Souza, o mais jovem do grupo, tinha 36 anos e morava com a esposa e o pai em uma propriedade rural no Paraná. Produtor rural, era considerado pacato e discreto pela família. Alencar contratou os três amigos para auxiliá-lo na cobrança de uma dívida referente à venda de um imóvel, desconhecida por seus familiares, que denunciaram seu desaparecimento à Polícia Militar.

Investigação e suspeitos
A Polícia Civil do Paraná aponta como principais suspeitos da emboscada Antônio Buscariollo, de 66 anos, e seu filho Paulo Ricardo Buscariollo, de 22, ambos com prisão preventiva decretada e atualmente foragidos. O advogado Renan Nogueira Farah, que representa os suspeitos, afirma que pai e filho são inocentes. Com o encerramento das buscas, as investigações seguem em andamento.

Enquanto as autoridades buscam esclarecer os detalhes do crime, as famílias das vítimas enfrentam o luto e procuram reconstruir a memória dos homens que perderam a vida em um caso que chocou o país.
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