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Imagem referente a Ex-diretor da PF na gestão Lula, que investigou facada em Bolsonaro, é preso sob suspeita de corrupção

Ex-diretor da PF na gestão Lula, que investigou facada em Bolsonaro, é preso sob suspeita de corrupção

Teixeira, que ocupou o cargo de diretor de Polícia Administrativa no início da gestão do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, deixou o posto no final de...

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Por Fábio Wronski

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Imagem referente a Ex-diretor da PF na gestão Lula, que investigou facada em Bolsonaro, é preso sob suspeita de corrupção

A Polícia Federal prendeu o delegado Rodrigo de Melo Teixeira, ex-superintendente da instituição em Minas Gerais, no âmbito de uma operação que investiga uma organização criminosa responsável por crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro. A prisão ocorreu em cumprimento a um dos 22 mandados de prisão expedidos pela Justiça. Ao todo, 17 pessoas foram detidas durante a ação.

Teixeira, que ocupou o cargo de diretor de Polícia Administrativa no início da gestão do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, deixou o posto no final de 2024. Segundo as investigações, ele é suspeito de negociar direitos minerários com integrantes da organização criminosa que atuava no estado. Entre seus interlocutores estava o lobista Gilberto Henrique Horta de Carvalho, também alvo de mandado de prisão.

Além de Teixeira, foi preso o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Caio Mário Trivellato Seabra Filho. Ambos são apontados como peças-chave no esquema, que teria corrompido servidores públicos de diversos órgãos estaduais e federais de fiscalização e controle ambiental e de mineração. Os órgãos envolvidos incluem o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a própria ANM, a Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas Gerais (FEAM) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad).

De acordo com a Polícia Federal, Teixeira é considerado “peça central” na organização criminosa, participando da gestão de empresas do setor de mineração, embora não tivesse participação formal nas sociedades. As investigações apontam que o grupo teria obtido lucro de R$ 1,5 bilhão, além de manter projetos em andamento com potencial econômico superior a R$ 18 bilhões.

A Operação Rejeito, que conta com o apoio do Ministério Público Federal e da Receita Federal, cumpre 79 mandados de busca e apreensão, 22 de prisão preventiva e determina o afastamento de servidores públicos. Também foi efetuado o bloqueio de R$ 1,5 milhão e a suspensão das atividades de pessoas jurídicas envolvidas nos crimes.

O grupo investigado teria atuado para obter autorizações e licenças ambientais fraudulentas, mediante corrupção de servidores públicos, visando facilitar a exploração irregular de recursos minerais. A reportagem tenta localizar as defesas de Rodrigo de Melo Teixeira e Gilberto Henrique Horta de Carvalho para manifestação.

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