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“Só quero ver ele atrás das grades”, afirma mãe de criança vítima do Professor Monstro

O agente de apoio de um Centro Municipal de Ensino Infantil (CMEI) de Cascavel foi condenado, em 14 de março deste ano, a 30 anos de...

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Por Fábio Wronski

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“Só quero ver ele atrás das grades”, afirma mãe de criança vítima do Professor Monstro

Na manhã desta sexta-feira (15), mães de crianças vítimas do chamado “Professor Monstro” compareceram, por iniciativa própria, à Delegacia do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), em Cascavel, para prestar novos depoimentos relacionados ao caso que abalou a cidade.

O agente de apoio de um Centro Municipal de Ensino Infantil (CMEI) de Cascavel foi condenado, em 14 de março deste ano, a 30 anos de prisão pelo crime de estupro de vulnerável. O caso, ocorrido em 2019 e envolvendo uma criança de apenas três anos, foi julgado pelo 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Vara de Crimes Contra Crianças, Adolescentes e Idosos de Cascavel.

A denúncia foi inicialmente levantada pela CGN, ganhando ampla repercussão local. O impacto das revelações resultou na instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Vereadores de Cascavel e expôs a existência de outros possíveis casos envolvendo o mesmo agente.

Mesmo após a condenação, o episódio segue gerando preocupação e mobilização entre as famílias das vítimas. As mães, ao buscarem o Nucria, relataram angústia diante da possibilidade de o condenado permanecer em liberdade e reivindicaram justiça para seus filhos.

“Eu sou mãe de uma das vítimas, ontem soltaram a foto dele e eu me senti assim, cada vez que a gente toca nesse assunto, a gente se sente constrangida e hoje eu vim aqui por conta própria minha, dar meu depoimento, contar o que aconteceu para avançar mais um pouco nesse caso, porque tá difícil esse homem na rua, não sei se faz outras vítimas ou não, porque é complicado a gente tocar nesse assunto, dói demais, já faz tempo o que aconteceu com o meu filho, e eu só quero justiça, mais nada, só quero ver ele atrás das grades e justiça, pelo meu filho e pelos outros crianças que foram vítimas dele também”, declarou uma das mães presentes.

Outra mãe relatou que o agente atuava como agente de apoio no CMEI Canadá. Ao suspeitar de algo errado, ela entrou em contato com a direção da unidade: “Até que eu sei ele era agente no CMEI do Canadá, eu fiquei sabendo que eu peguei vestígios dele na fralda, tirei foto, tive conversa com a diretora, só que a diretora omitiu essas conversas na CPI, entendeu? Então daí eu tô tentando correr atrás, recuperar foto, conversas que eu tive com ela, pra gente ter, dar mais andamento nessa situação, que não pode ficar assim.”

O caso envolvendo seu filho teria ocorrido em 2022, quando a criança tinha apenas dois anos. “Meu Deus do céu, só a gente que é mãe sabe o quanto que é complicado passar por isso, sabe? É difícil, meu Deus, só quero justiça e mais nada”, desabafou.

A situação permanece sob acompanhamento do setor público, tanto pela CPI instaurada na Câmara Municipal quanto pela Polícia Civil, que investiga a possibilidade de novos casos relacionados ao agente condenado.

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