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Imagem referente a “Haverá resposta” diz governo Trump sobre condenação de Bolsonaro

“Haverá resposta” diz governo Trump sobre condenação de Bolsonaro

Durante a entrevista, Rubio criticou a atuação dos magistrados brasileiros, classificando-os como “juízes ativistas”. Ele destacou um deles, sem citar nomes, e afirmou:...

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Por Katiane Fermino

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Imagem referente a “Haverá resposta” diz governo Trump sobre condenação de Bolsonaro

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o país responderá, “na próxima semana ou algo assim”, à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) por crimes contra a democracia. Em entrevista ao canal norte-americano Fox News, Rubio declarou que “o Estado de Direito está se desintegrando” no Brasil após a decisão do STF.

Durante a entrevista, Rubio criticou a atuação dos magistrados brasileiros, classificando-os como “juízes ativistas”. Ele destacou um deles, sem citar nomes, e afirmou:

“Este só não só perseguiu Bolsonaro, mas tentou realizar reivindicações extraterritoriais contra cidadãos americanos ou contra alguém que postasse online de dentro dos Estados Unidos, e até ameaçou ir ainda mais longe nesse sentido”. O secretário antecipou que “haverá uma resposta dos EUA a isso”.

Marco Rubi

Rubio também relativizou uma declaração anterior do governo Trump e afirmou que o centro da questão “não é apenas o julgamento”, mas “mais um capítulo de uma crescente campanha de opressão judicial que tem tentado atingir empresas americanas e até mesmo pessoas que operam fora dos Estados Unidos”.

A condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito ampliou a tensão diplomática, política e econômica entre Estados Unidos e Brasil.

Manifestações e reações

Rubio já havia se manifestado sobre o caso ainda na quinta-feira (11), data do veredito. O secretário, que foi responsável pela suspensão do visto do ministro do STF Alexandre de Moraes e de outras autoridades brasileiras, acusou Moraes de ser um “violador de direitos humanos” e de promover “perseguições políticas”. “Os Estados Unidos responderão adequadamente a essa caça às bruxas”, afirmou Rubio.

Em resposta, o MRE (Ministério das Relações Exteriores) do Brasil divulgou nota em que rebateu as ameaças.

“Continuaremos a defender a soberania do país de agressões e tentativas de interferência, venham de onde vierem. Ameaças como a feita hoje pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em manifestação que ataca autoridade brasileira e ignora os fatos e as contundentes provas dos autos, não intimidarão a nossa democracia”

Itamaraty

O vice-secretário do Departamento de Estado dos EUA, Christopher Landau, também se manifestou, afirmando que a decisão do ministro Alexandre de Moraes conduz as relações entre Brasil e Estados Unidos “ao seu ponto mais sombrio em dois séculos”. O subsecretário de Diplomacia Pública dos EUA, Darren Beattie, classificou a condenação de Bolsonaro como “censura e perseguição de Moraes” e ressaltou que o país leva “esse acontecimento sombrio com a maior seriedade”.

Possíveis sanções

O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente e indiciado pela Polícia Federal pelo crime de coação no processo do julgamento do pai, afirmou à agência Reuters, na sexta-feira (12/9), que espera um aumento da pressão internacional. Ele declarou esperar que mais sanções sejam aplicadas pelos Estados Unidos contra autoridades do STF.

Eduardo Bolsonaro alertou que, além de Alexandre de Moraes, os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que também votaram pela condenação do ex-presidente, podem ser alvo de sanções sob a Lei Magnitsky, já utilizada anteriormente contra Moraes pelo governo Trump.

Atualmente, o Brasil já enfrenta uma série de sanções impostas pelos Estados Unidos, incluindo uma tarifa de 50% sobre exportações de produtos brasileiros, implementada desde o final de julho como resposta ao cenário político interno.

Desde o início de setembro, a medida passou a ser revista, com a retirada da tarifa de 10% sobre celulose e ferro-níquel da lista de produtos tarifados.

Fonte: Metrópoles

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