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Imagem referente a Após 21 anos, acusado de abusar de ovelha e assassinar casal a tiros, é condenado pelo júri
Foto: Reprodução/Ribas Ordinário

Após 21 anos, acusado de abusar de ovelha e assassinar casal a tiros, é condenado pelo júri

O julgamento ocorreu 21 anos após o crime porque O. fugiu da cadeia dias depois de ser preso em Nova Aurora, no Paraná. Ele escapou por...

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Por Isabella Chiaradia

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Foto: Reprodução/Ribas Ordinário

O Tribunal do Júri de Ribas do Rio Pardo condenou na última sexta-feira (12), O. D. a 13 anos, 4 meses e 12 dias de prisão em regime fechado. Ele era réu pelas mortes de José Roberto da Silva e de Creusa Ales Gomes, ocorridas em 30 de agosto de 2003, em uma fazenda a 36 quilômetros da área urbana do município, após ser acusado de abusar de uma ovelha.

O julgamento ocorreu 21 anos após o crime porque O. fugiu da cadeia dias depois de ser preso em Nova Aurora, no Paraná. Ele escapou por um túnel cavado na delegacia de Ribas do Rio Pardo e permaneceu foragido até março de 2024, quando foi recapturado em Laranjal (PR), por ação conjunta das polícias de Mato Grosso do Sul e do estado vizinho.

A sessão do júri começou às 9h, presidida pelo juiz Cesar David Maudonnet, com participação do promotor de Justiça Matheus Macedo Cartapatti e dos advogados Valdir Custódio da Silva e Caio Molina. Sete jurados foram sorteados entre os 22 convocados. A acusação abriu os debates e pediu condenação com reconhecimento das qualificadoras, encerrando sua fala por volta do meio-dia.

Durante o intervalo, houve falha no sistema de gravação, e os áudios do interrogatório do réu e do depoimento de um informante ficaram indisponíveis. A defesa pediu a dissolução do Conselho de Sentença por cerceamento, mas o juiz indeferiu. Ele destacou que todos os presentes haviam ouvido os atos em plenário e que a anulação poderia prejudicar o próprio acusado, que está preso.

A defesa retomou os trabalhos à tarde e defendeu a absolvição de O. Sustentou legítima defesa em relação a José Roberto e violenta emoção após ameaça, além de erro de execução quanto a Creusa e à filha ferida. Pediu também o afastamento das qualificadoras. O Ministério Público rebateu os argumentos e reforçou a gravidade do crime.

Na votação, os jurados reconheceram que O. matou José Roberto e Creusa e tentou matar a criança. Admitiram que ele agiu sob violenta emoção em relação a José Roberto, mas mantiveram a condenação. Também rejeitaram a absolvição e reconheceram o uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Com base no veredicto, o juiz fixou a pena em regime fechado. A dosimetria levou em conta a gravidade do crime, a motivação torpe e o risco imposto às crianças, além do período em que permaneceu foragido. O réu não poderá recorrer em liberdade.

Entenda o caso

O crime ocorreu no início da noite, quando O. D. perseguiu o casal e os executou a tiros, enquanto as vítimas tentavam se abrigar na casa de um funcionário.

Em seguida, O. atirou contra a filha do casal, que na época tinha 4 anos. Ela foi atingida no ombro direito. A outra menina de 7 anos conseguiu fugir e se esconder no banheiro. O autor fugiu logo depois do crime. Ele era gerente da fazenda e foi acusado pelas vítimas de ter abusado sexualmente de uma ovelha.

Fonte: Campo Grande News

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