
“Quando vi, ela tinha uma rachadura na cabeça e morreu ali mesmo”, afirma homem que tentou evitar acidente
O homem tentou evitar que a mulher atravessasse os trilhos com pressa, mas o acidente foi fatal ...
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Por Fábio Wronski
Uma idosa de aproximadamente 75 anos morreu após ser atropelada por um trem na manhã desta quinta-feira (11), em Arapongas, no norte do Paraná. O acidente ocorreu na passagem de nível entre as ruas Tinguaçu e Rouxinol, nas proximidades do Max Atacadista. Este é o terceiro caso fatal envolvendo atropelamentos por trem na região em menos de sete dias, sendo dois deles registrados em Apucarana.
A vítima, que ainda não foi oficialmente identificada, carregava uma bolsa, mas não portava documentos. Segundo informações das equipes que atenderam a ocorrência, a idosa sofreu trauma craniano e fratura no fêmur. Equipes da Polícia Militar, Guarda Civil Municipal, Polícia Civil, Polícia Científica e Instituto Médico Legal (IML) estiveram no local para os procedimentos de praxe.
O acidente foi presenciado por moradores e transeuntes. Caio Cristiano, testemunha que caminhava próximo à vítima no momento do acidente, relatou à reportagem do TNOnline que tentou alertá-la sobre a aproximação do trem. “Ela passou do meu lado, chegou a parar para deixar a gente passar. Foi educada. Quando vi o trem vindo, falei: ‘moça, não passa, o trem tá vindo’. Ela olhou pro trem, olhou pra mim, mas continuou. Correu. Nesse momento, o trem acertou a perna dela, e ela caiu sobre os trilhos”, contou.
Ainda segundo Caio, um outro homem tentou puxar a idosa para fora da linha férrea, mas o impacto já havia causado ferimentos fatais. “Na hora, pensamos que ela estava viva. Mas quando vi, ela tinha uma rachadura na cabeça e morreu ali mesmo. O trem vinha buzinando de longe, a gente escutou. Eu sinalizei pro maquinista com as mãos. Ele ainda tentou frear, mas não deu tempo”, relatou.
A testemunha também fez um apelo para que mais pessoas respeitem os sinais e evitem tentar atravessar os trilhos quando o trem estiver se aproximando. “Às vezes a pessoa pensa: ‘vou passar logo porque tô com pressa’. Mas é melhor se atrasar do que perder a vida. É preciso ouvir o próximo e prestar atenção”, concluiu.
As autoridades agora trabalham na identificação da vítima e investigam as circunstâncias do atropelamento. A Polícia Científica e o IML foram acionados para remover o corpo e realizar os exames necessários.
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