
Família denuncia maus-tratos a idoso: “Meu pai saiu da UPA todo rasgado”
Segundo o engenheiro José Ricardo Vidigal Barros, filho do paciente, desde o primeiro atendimento, a equipe médica não teria sido cuidadosa com o pai, que apresenta...
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Por Katiane Fermino

A família do aposentado José Silva Barros, de 80 anos, acusa a equipe médica da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Sobradinho II de maus-tratos, após o idoso apresentar diversas feridas na pele durante o período de internação. José Silva, em estado terminal e necessitando de cuidados paliativos, permanece internado na unidade até a manhã desta quinta-feira (11), mas pode receber alta a qualquer momento.
Segundo o engenheiro José Ricardo Vidigal Barros, filho do paciente, desde o primeiro atendimento, a equipe médica não teria sido cuidadosa com o pai, que apresenta machucados nas costas, braços e pernas.
“O pessoal judiou tanto dele que as veias dele já não conseguem ser furadas, e ele tem vários cortes na pele. O pior machucado está nas costas. Meu pai está com a pele toda rasgada”.
José Ricardo Vidigal Barro
De acordo com José Ricardo, no último sábado (6), a família foi informada que o quadro clínico do idoso é irreversível. A última intervenção médica teria sido o uso de antibióticos, sem sucesso. Apesar da gravidade do quadro, José Silva recebeu três altas médicas em menos de duas semanas na UPA de Sobradinho II. Após a terceira liberação, José Ricardo buscou a diretoria da unidade, que reconsiderou a decisão e manteve o idoso internado por mais um dia, embora a liberação médica continuasse ativa.
Imagens cedidas ao portal Metrópoles mostram José Silva gemendo de dor, supostamente sem receber morfina naquele momento. Segundo a família, o médico teria se recusado a administrar a medicação via acesso central e retirado o oxigênio que auxiliava o paciente a respirar.
O quadro de saúde de José Silva teria se agravado após contrair o vírus influenza e desenvolver uma pneumonia grave no início do mês, agravada ainda pelo fato de ser portador de diabetes. Atualmente, o idoso não reconhece mais familiares.
“Meu pai necessita de sonda gástrica e na bexiga, além de morfina na veia para aliviar a dor. É desumano o que estão fazendo com ele. Como que eu vou tratar uma pessoa em casa, se ele está gritando de dor? Como vou cuidar dele se não sei manusear uma sonda?”
José Ricardo Vidigal Barro
O filho acredita que as repetidas altas médicas possam ter contribuído para o agravamento do estado de saúde do aposentado.
“A gente acha que ele piorou por não ter sido bem tratado, porque ele acabou ficando mal depois de ter que voltar para casa”
José Ricardo relatou ainda que, na primeira internação, foi solicitado que assinasse um termo de ciência sobre os possíveis tratamentos, sendo apresentadas as opções de intubação ou tratamento paliativo. Ele também denuncia que casos semelhantes ao do pai são recorrentes na unidade: “Várias pessoas que estão internadas com o mesmo problema. Quando eles veem que a pessoa não tem mais como se recuperar, eles descartam a pessoa. Eles praticamente desovam os pacientes em estado terminal”.
A família busca a transferência de José Silva para o HAB (Hospital de Apoio de Brasília) ou outra unidade com leitos de enfermaria. Caso não consigam, pretendem recorrer à Justiça para garantir o atendimento adequado.
Resposta do Iges-DF
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), responsável pelas UPAs do Distrito Federal, informou, por meio de nota, que o paciente “foi atendido e avaliado por equipe médica, recebeu todos os cuidados e tratamento adequado dentro do seu quadro de saúde, sendo sanado o motivo de internação, com indicação de alta médica”.
Sobre as denúncias de maus-tratos, o Iges-DF declarou que:
“A UPA de Sobradinho repudia veementemente qualquer tipo de violência e agressão contra seus usuários e reforça que preza pelo acolhimento e humanização de forma individualizada com todos os pacientes que buscam serviços na unidade”.
Iges-DF
Fonte: Metrópoles
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