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Casal é preso por forçar irmãs a fazerem vídeos íntimos sob ameaça de morte

Segundo as investigações, o homem – pai de uma das adolescentes – e sua companheira convidaram as jovens para um passeio. Durante o trajeto, as vítimas...

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Por Fábio Wronski

Imagem ilustrativa/PCPR

O Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, ofereceu denúncia contra um homem de 63 anos e uma mulher de 34 anos, investigados por crimes relacionados à exploração sexual de duas adolescentes. As vítimas, irmãs por parte de mãe, tinham 15 e 13 anos de idade à época dos fatos, que tiveram início em outubro de 2024.

Segundo as investigações, o homem – pai de uma das adolescentes – e sua companheira convidaram as jovens para um passeio. Durante o trajeto, as vítimas tiveram os rostos cobertos com um capuz para que não pudessem identificar o destino. Ao chegarem à residência dos denunciados, em Curitiba, foram coagidas a produzir vídeos de conteúdo íntimo.

Após as primeiras filmagens, as adolescentes passaram a ser constantemente chantageadas pelo casal, que exigia a produção contínua de conteúdos pornográficos, inclusive na residência das vítimas, em Rio Branco do Sul. O material envolvia as irmãs e a participação de terceiros, ainda não identificados.

Os denunciados chegaram a impor metas diárias de produção de vídeos, sob ameaça de divulgar o material a familiares e pessoas próximas. Algumas imagens chegaram a ser enviadas para a empregadora da mãe das vítimas. Além disso, o casal ameaçou matar o pai de uma das adolescentes e a avó materna das duas.

As práticas criminosas persistiram até fevereiro de 2025, quando a mãe das vítimas procurou a Polícia Civil do Paraná e denunciou os fatos. O Juízo já recebeu a denúncia, e ambos os investigados encontram-se presos preventivamente.

Os réus respondem pelos crimes de associação criminosa, tráfico de pessoas para fins de exploração sexual, produção, armazenamento e divulgação de pornografia infantojuvenil, ameaça, estupro de vulnerável e corrupção de menores. A identificação de terceiros envolvidos nas produções ilegais ainda está pendente. O processo tramita sob sigilo.

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