
Advogada que viciava jovens com brindes chora ao ser presa em apartamento de luxo
Segundo informações da investigação, o casal mantinha uma fachada de ambiente social saudável para despistar vizinhos e autoridades, enquanto operava um esquema de tráfico de drogas...
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Por Katiane Fermino
Na noite de sábado (6), policiais civis da 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro) deflagraram a Operação Wolf, que resultou na prisão em flagrante da advogada Bruna Calland Cerqueira Rizieri e de seu companheiro, Henrique Sampaio da Silva, 39 anos, em um apartamento de alto padrão localizado na Quadra 504 do Sudoeste.
Segundo informações da investigação, o casal mantinha uma fachada de ambiente social saudável para despistar vizinhos e autoridades, enquanto operava um esquema de tráfico de drogas com entregas tanto no local quanto em sistema de delivery para regiões próximas.
Durante a ação policial, Bruna Calland Cerqueira Rizieri foi surpreendida e entrou em desespero. A advogada chorou e, em vídeo gravado no momento da prisão, alegou ter sido enganada por um homem com quem foi morar, dizendo: “Eu acabei caindo naquele conto do ‘sequestrador’”. Com Bruna, foram encontrados 11 envelopes e uma pedra de cocaína escondida em suas roupas.
Henrique Sampaio da Silva possui uma longa ficha criminal, sendo esta sua sexta prisão, todas relacionadas ao tráfico de drogas.
Apesar de ter sido nomeado para um cargo comissionado em um órgão público, ele nunca chegou a tomar posse.
Durante as buscas no apartamento, os agentes apreenderam diversas porções de cocaína, tabletes de haxixe, embalagens de maconha, vários comprimidos de ecstasy, frascos de clorofórmio (popularmente conhecido como “loló“), balanças de precisão, sacos ziplock e outros materiais para embalo, além de canudos utilizados no consumo de cocaína dentro do próprio imóvel e uma quantia significativa em dinheiro vivo.
A investigação revelou ainda um sistema inusitado de fidelização de clientes: os traficantes distribuíam pequenos objetos tridimensionais digitais (3D) como brindes, cada qual representando uma droga específica — esqueleto de peixe para cocaína, raio para ecstasy e floco de neve para haxixe ou loló. Esses “souvenires” funcionavam como uma espécie de cartão de fidelidade, disfarçando o vínculo criminoso e criando laços de exclusividade entre fornecedor e cliente.
Ambos foram presos em flagrante por tráfico e associação para o tráfico. Bruna Calland Cerqueira Rizieri teve a prisão convertida em preventiva. A coluna Na Mira tenta localizar a defesa da advogada, mantendo o espaço aberto para eventuais posicionamentos.
Fonte: Metrópoles
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