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“São jovens de famílias influentes”, diz advogado de jovem que teria sido estuprada por estudantes

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O caso, ocorrido em 9 de agosto, está sob investigação da Polícia Civil e envolve estudantes universitários de Medicina, Arquitetura e um adolescente.
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Foto: Reprodução/CGN

Por Fábio Wronski

Atualizado em

A defesa de Susana Aretz, consultora de 31 anos que afirma ter sido vítima de abuso sexual após uma festa em Curitiba, reforçou nesta semana que a vítima foi colocada em situação de vulnerabilidade e que os suspeitos não devem ser protegidos por sua condição social. As informações são do Portal Nosso Dia.

O caso, ocorrido em 9 de agosto, está sob investigação da Polícia Civil e envolve estudantes universitários de Medicina, Arquitetura e um adolescente.

O advogado Igor Ogar, representante de Susana, afirmou que o episódio ultrapassa a esfera de uma simples denúncia, destacando a existência de indícios claros de violência sexual, além de outros crimes como furto e abandono de incapaz. “Ela foi até essa festa, mas os atos criminosos acontecem depois. Ela tem algumas lembranças, estava sob efeito de substâncias que a tornaram vulnerável. Fomos a estabelecimentos para reconstruir o que aconteceu e conseguimos imagens importantes”, declarou Ogar.

Segundo o advogado, a tipificação de estupro não exige a conjunção carnal. “O estupro não depende da conjunção carnal. O fato de a vítima estar sob efeito de substâncias já caracteriza vulnerabilidade. Há registros em vídeo (em uma lanchonete próxima à festa, que aconteceu no bairro Batel) mostrando eles mexendo nos seios dela e outros atos de cunho sexual”, explicou.

Ogar destacou ainda a frieza dos suspeitos, que teriam levado o cartão de crédito da vítima e realizado compras com ele. “Eles comemoram se cumprimentando. Temos repúdio a essa cena. Desta vez, o escudo que serviu para amparar criminosos, que é a classe social, não será suficiente para proteger essas pessoas”, afirmou.

A influência das famílias dos investigados, segundo o advogado, não deve ser impeditivo para a responsabilização. “São famílias influentes, grandes médicos, escritório de arquitetura. Lamento que a família desses jovens esteja passando por isso, mas não podemos ignorar a gravidade do que aconteceu com Susana”, concluiu.

O Ministério Público já solicitou a prisão temporária de um dos investigados e o encaminhamento de ato infracional contra o adolescente. Enquanto isso, a defesa da vítima insiste que o caso seja tratado com rigor. Familiares e amigos de Susana exigem justiça e afirmam não aceitar que mais um episódio de violência contra mulheres termine em impunidade.

Outro lado

A defesa dos suspeitos informou, por meio de nota à imprensa, que o depoimento de Susana não corresponde à verdade dos fatos e que ainda não teve acesso ao inquérito.

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