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PF caça família do contrabando: celulares e cigarros ilegais cruzam fronteira

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Segundo informações fornecidas pelo delegado federal Mateus Calabresi, a investigação identificou um núcleo familiar em Curitiba, apontado como responsável pela estruturação de uma rede de logística dedicada ao recebimento, armazenagem e distribuição de mercadorias provenientes da fronteira com o Paraguai.
PF caça família do contrabando: celulares e cigarros ilegais cruzam fronteira

Por Fábio Wronski

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A Polícia Federal realizou, na manhã desta quinta-feira, a Operação Traccia, cumprindo seis mandados judiciais expedidos pela 14ª Vara Federal Criminal de Curitiba/PR. As ordens foram executadas simultaneamente nas cidades de Curitiba/PR, Foz do Iguaçu/PR e São Paulo/SP.

Segundo informações fornecidas pelo delegado federal Mateus Calabresi, a investigação identificou um núcleo familiar em Curitiba, apontado como responsável pela estruturação de uma rede de logística dedicada ao recebimento, armazenagem e distribuição de mercadorias provenientes da fronteira com o Paraguai. Entre os itens movimentados pelo grupo estão celulares, cigarros eletrônicos e cigarros industrializados estrangeiros.

O esquema, conforme apurado, utilizava supostamente transportadoras e operadores logísticos para internalizar e movimentar as cargas ilícitas. Parte do material era destinada ao comércio local de Curitiba, enquanto outra parcela era remetida para São Paulo, ampliando o alcance da rede investigada.

Além do cumprimento dos mandados de busca e apreensão, a operação resultou na apreensão de bens vinculados a indícios de lavagem de dinheiro, com o objetivo de descapitalizar a estrutura criminosa e garantir a disponibilidade patrimonial para eventual reparação de danos e confisco judicial.

Durante o cumprimento das buscas, o principal investigado tentou destruir seu aparelho telefônico, numa tentativa de eliminar possíveis provas. Tal conduta configura, em tese, o crime de obstrução de justiça, previsto no artigo 2º, §1º, da Lei nº 12.850/2013. Caso se constate o efetivo dano ao equipamento, o investigado poderá responder criminalmente por essa prática.

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