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Fiel doa parte de prêmio de R$ 1,8 milhão à igreja, se arrepende e pede dinheiro de volta oito anos depois

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O ministro Moura Ribeiro expressou surpresa ao tomar conhecimento dos detalhes de um processo envolvendo uma fiel que doou parte do prêmio de R$ 1,8 milhão, ganho pelo ex-marido na Lotofácil, à Igreja Universal do Reino de Deus.
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Foto: Reprodução/CGN

Por Katiane Fermino

Atualizado em

Durante a sessão desta terça-feira (2), um episódio inusitado chamou a atenção dos ministros da Terceira Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

O ministro Moura Ribeiro expressou surpresa ao tomar conhecimento dos detalhes de um processo envolvendo uma fiel que doou parte do prêmio de R$ 1,8 milhão, ganho pelo ex-marido na Lotofácil, à Igreja Universal do Reino de Deus.

O caso, ocorrido no Distrito Federal, ganhou destaque após a fiel, oito anos após a doação, recorrer à Justiça para reaver o valor doado.

Segundo informações apresentadas durante a sessão, a mulher alegou que não recebeu as “bênçãos financeiras” que esperava em contrapartida à doação efetuada à instituição religiosa.

O TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) condenou a Igreja Universal do Reino de Deus a devolver a quantia doada. A instituição, discordando da decisão, recorreu ao STJ para tentar reverter a condenação.

Durante o julgamento, a ministra Nancy Andrighi detalhou o caso, o que motivou o comentário do ministro Moura Ribeiro.

“Ainda bem que a Janete Clair não leu isso, se não, ela teria feito uma novela”

Nancy Andrighi

Em referência à consagrada novelista brasileira. O relator do processo no STJ, ministro Ricardo Cuêva, votou por negar o recurso da igreja, mantendo a decisão do TJDFT.

Após o comentário sobre a peculiaridade do caso, o ministro Moura Ribeiro pediu vista, solicitando mais tempo para analisar a situação antes de proferir seu voto.

Fonte: Metrópoles

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